Sol radioso em Estugarda, excelente oportunidade para uma volta de reconhecimento pela sexta cidade alemã (que desconhecia, apesar da sua relativa proximidade a Estrasburgo e de ter feito incursões diversas pelas cinco maiores: Berlim, Hamburgo, Munique, Colónia e Frankfurt). Uma viagem para quebrar as rotinas, alguns convívios agradáveis e também para pensar um pouco na vida – aqui, e no essencial, com a situação no Médio Oriente a dominar-me a cabeça, cada vez mais receoso do que poderá ocorrer do lado do Irão – a incerteza é grande, Israel tomou o freio nos dentes, os EUA estão subjugados pela deriva infantil e irresponsável que Trump vai impondo em ziguezague e o Irão promete vingar o sangue dos seus mortos sem que se consiga perceber se o que por lá prevalece é o desespero (o que pode não ser muito recomendável!) ou se as suas capacidades bélicas ainda são relevantes para resistir e contratacar – e do mundo para que nos estamos a encaminhar sem grande esperança de que o bom senso ainda possa vir ao de cima. Mojtaba Khamenei, segundo filho do líder supremo assassinado, terá assumido o poder mas também se desconhece o verdadeiro alcance deste e da unidade que tenha sido gerada em torno dele. As vinhetas que por aí circulam apontam para a sua fragilidade, mostrando-o escondido em túneis protetores muito escavados ou em perigo perante o “serei breve” que Netanyahu lhe atribui em tradução para o amigo americano – e como nada é justo nesta vida, que venha o Diabo e escolha entre a continuidade de um regime teocrático, repressivo e corrupto e a destruidora legitimação em curso da estratégia criminosa de Israel.


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