Cada vez me convenço mais de que o mundo está num ponto de viragem de difícil retorno, preso por finíssimos arames a uma normalidade que se vai apresentando como desafiada a cada momento, a cada declaração irresponsável ou a cada ato irrefletido (ou demasiado refletido?). A “geração WW3” reproduzida acima já não permite quaisquer arremedos de segunda e benevolente opinião quanto à força implacável das suas determinantes autocráticas, sanguinárias e narcísicas. Ainda assim, há quem se entretenha a equacionar quem, de entre todos, é o pior dos ditadores, o mais cruel dos assassinos ou o mais doente dos egocêntricos: e não falta quem prefira Putin a Trump ou vice-versa (sendo a primeira um erro de paralaxe em que os europeus não podem cair), ou Xi a Kim ou vice-versa (sendo a primeira um erro que o futuro do mundo, a haver, não poderá suportar), todos e cada um desigualmente focados no perigo nuclear, na agressão imperialista, numa (des)ordem internacional indesejável ou na dose de irritação irreprimível que nos invade diariamente ao ouvirmos o loiro ou a loira que nos falam da Casa Branca. Eliminado Ali Khamenei, e assim quase recuperados figurões como Erdoğan e Modi, sobra o pior de todos porque aquele que se constitui no mais perigoso da atual fase da vida internacional: o israelita Netanyahu que destruiu Gaza sem mínimos de humanidade e misericórdia e que agora transforma tudo à sua volta em novas e irreconhecíveis Gazas.
quarta-feira, 1 de abril de 2026
GERAÇÃO WW3
(Nicolas Vadot, http://www.levif.be)
(Ricardo Martínez, http://www.elmundo.es)


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