O que verdadeiramente não me sai da cabeça é o regozijo associado a tudo quanto vai envolvendo a autêntica varridela dada pelo povo americano e pelos candidatos democratas a Trump e seus acólitos (incluindo Putin e Netanyahu), das reações demenciais do humilhado presidente aos anúncios de afastamentos inevitáveis (Hegseth estará na fila da frente pela incompetência simultaneamente arrogante e obediente com que se atirou ao secretariado da Guerra), da hilariante observação dos ratos a abandonarem o navio (com J. D. Vance a ostentar quase primariamente uma negação que nunca teve a hombridade de assumir frontalmente) às vitórias justamente celebradas por proscritos de diversa ordem (um senador muçulmano, uma governadora negra e vários outros candidatos que os milhões dos poderosos tentaram derrotar em locais que entendiam serem seus), sempre aguardando pelos desfecho final das contas (no Mississípi, por exemplo) e na expectativa do que se sucederá da parte do louco que permanecerá ao comando passando a usar um boné de dono dos vetos que lhe aprouverem, por um lado, e numas fileiras democratas ainda não totalmente recompostas do trauma Biden mas já repletas de putativos presidenciáveis, por outro.
Enquanto isto tudo vai ocorrendo, a alienação futebolística vai entretendo as horas vagas e de prazeres descomplicados. A infografia abaixo exemplifica o que me foi dado como merecedor de mais saliência nas últimas horas: a chegada do “lagarto” Paulo Fonseca ao Sporting (um segredo tão bem escondido durante anos quanto revelado no tempo oportunístico mais apropriado) com o ridículo Varandas, autor indesmentível da maior destruição de um plantel equilibrado de que há memória no futebol português, a não querer ficar atrás do seu novo treinador ao confessar o sonho que tinha em trabalhar com ele (cada um tem os sonhos que merece!); a maior goleada de sempre na atual Champions, protagonizada pelo estreante Como em Lens num show liderado por Fàbregas; a concludente vitória do FC Porto contra o Nápoles, confirmando o génio futebolístico de Gabri Veiga e pondo fim às pretensões dos mal-intencionados que já preparavam acampadas para a Praça D. João I em reivindicação de pontos dos portistas na prova; a informação, já desta manhã, de que Cristiano Ronaldo renuncia à seleção nacional, após a vergonhosa exibição de um ego mal trabalhado (designadamente no último estágio em que “borrou definitivamente a pintura” que tinha conseguido construir) e depois de já todos os portugueses a ele terem renunciado sem deixarem de o reconhecer como exemplo que foi de profissional e artista de primeira grandeza.


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