quarta-feira, 8 de julho de 2026

OS PASSOS EM FALSO DE UM MINISTRO REFORMISTA

 


(Agora que no Mundial os emergentes foram à sua vida, rendidos à força dos incumbentes e aos interesses da organização, que a Bélgica tratou de colocar ao nível as intromissões de Trump e a subserviência do careca do Infantino e que a crónica anunciada da sobrevalorização permanente das capacidades futebolísticas nacionais se consumou, pouco interesse associo ao evento. Resta a hipótese de Marrocos poder fazer estragos nas apostas estabelecidas, não estou muito otimista quanto a essa possibilidade, ou dos glaciais, mas irreverentes noruegueses pregarem alguma partida, mas veremos se nos próximos dias haverá algum motivo de comemoração. Sem matéria para as minhas metáforas futebolísticas, devo virar-me para a atualidade política nacional e nela encontrar alguma motivação que vença a minha preguiça pré-estival, que antecipa claramente aquela modorra das férias da qual dificilmente recupero. Ora, na atualidade política nacional, a principal fonte de interesse está em mais uma barracada disruptiva que a educação nos proporciona. A sucessão de problemas de confusão administrativa em que a educação está permanentemente mergulhada, transforma em verdadeiro milagre sistémico a melhoria dos indicadores do sistema educativo nacional que tem vindo a ser observada nas duas últimas décadas, embora as avaliações de desempenho que o programa PISA da OCDE nos proporciona, aconselhem a monitorizar com cautela a referida melhoria dos indicadores, sobretudo da mais impressiva que é a redução substancial do abandono e insucesso escolar. A mais recente perturbação no sistema, relacionada com as correções dos exames nacionais, 9º e 12º ano, torna-se mais apimentada porque o ministro da Educação, Ciência e Inovação Fernando Alexandre é por mim considerado um dos únicos ministros reformistas do governo de Montenegro e isso é para mim motivo suficiente para o tratar de forma respeitosa, o que não significa de todo ausência de crítica, impiedosa se necessária.)

A questão da barracada administrativa armada com a correção dos exames parece ser mais um exemplo de digitalização apressada sem estarem criadas as condições necessárias para que a sua aplicação pudesse decorrer sem os sobressaltos mínimos e de ajustamento que todos os processos deste tipo acabam por exigir. Aliás, num país como o nosso, em que o reconhecimento da qualidade da oferta formativa superior em matéria de sistemas de informação e de computadores é generalizado, não consigo entender a série de engulhos que tenho identificado nas infoestruturas de suporte às políticas públicas.

Ora, segundo o que tem sido conhecido, a ideia de digitalização precoce parece robusta. A experiência do ano passado com os exames de Filosofia deu para perceber que os erros e adaptações necessárias eram muitos e que o salto de escala para a digitalização integral dos exames em 2026 era um salto para o abismo e para o risco, como veio a confirmar-se. O ziguezaguear do ministro nesta questão foi preocupante, aliás como tem sido comum noutros dossiers, com relevo para a informação vinda dos próprios serviços do ministério. Mas o que é novo nesta questão dos exames, é que desta vez não estão em causa possíveis ineficiências das estruturas públicas do sistema, mas antes o mau trabalho desenvolvido por uma empresa privada. Sem querer entrar aprofundadamente nesta questão, porque me falta informação robusta para o fazer, não posso ignorar que o problema tem sal e pimenta que baste.

Por vias travessas, fui informado de um post no Facebook de Miguel Prata Roque (devo confessar que tenho reservas fundamentadas quanto a esta personagem típica da corte lisboeta, afeta ao PS, isso não me interessa, e por isso não queria explorar profundamente esta questão) se faz referência à empresa que foi objeto de contratação pelos serviços do Ministério de Fernando Alexandre para assumir a referida tarefa da digitalização. Pelos vistos, a empresa é a AXIANSEU II DIGITAL CONSULTING S.A, integrada no grupo VINCI, o tal que recebeu a prenda dourada do governo de então na privatização da ANA, gestora dos aeroportos nacionais, com o ex-ministro Arnaut no furacão dessa decisão. O contrato terá importado segunda a mesma fonte em cerca de um milhão e quinhentos mil euros.

Imaginem o caos mediático que emergiria se a incompetência do processo de digitalização fosse atribuível a alguma estrutura pública. Mas não é o caso, trata-se de uma empresa privada e não é necessário ser especialista da matéria para compreender que existiu aqui uma deficiente avaliação das responsabilidades a assumir.

A falta de respeito para com as expectativas e compromissos das famílias quanto a datas de exames, correções, publicação de notas e eventuais segunda edição dos exames é confrangedora e evidencia um Ministro acossado, que já admite a hipótese de ressarcimento financeiro de famílias, com evidência demonstrada de prejuízos incorridos. Quanto mais reformista um dado Ministro pretende ser, mais exigentes se tornam estes processos em que o passo supera a perna de quem o dá. Abrir frentes de reprovação nas Escolas, nas famílias, na ciência, no sistema das instituições de ensino superior (IES), universitário e politécnico, não é estratégia que se recomende ao reformismo. Mas é isso que está a acontecer. Normalmente, o rescaldo destes processos consiste em meter no saco as reformas pretendidas.

Veremos se o Ministro Alexandre confirma a regra.

Nota complementar

Como receava, informação complementar disponível no Expresso on line sugere que a referência concreta à empresa privada que terá trabalhado a digitalização das respostas dos exames estava errada. Pelo que se percebe do artigo de Ângela Silva, a empresa inicial terá sido uma tal BLAT - Creative Powerhouse Lda, sendo o ministério posteriormente obrigado a recorrer aos serviços da Delloitte. Entretanto, é um facto que o Público, na sua investigação, refere o contrato com a Axianseu II Digital Consulting para desenvolver a GAEBS, uma plataforma de gestão do processo das provas de avaliação externa, das inscrições à divulgação dos resultados. Mas segundo a dita empresa, o o projeto GAEBS adjudicado pelo IAVE “não corresponde” à plataforma que tem sido referida nas notícias sobre falhas técnicas nos exames do secundário". A confusão está instalada. Esta confusão não penaliza contudo o alcance do meu post.

 

terça-feira, 7 de julho de 2026

ASI NO, ADIÓS MUCHACHOS!

 
(Hamid Sahari, https://x.com/Hamidsahari20) 

Quem diria que as minhas incursões de análise futebolística internacional acabariam com um louvor a Messi e uma reprovação de Cristiano Ronaldo? Pois a verdade é que o comportamento que CR7 vem evidenciando de há anos, tendo atingido o cúmulo neste Mundial, só pode ser classificado como miserável. Como miserável é a subserviência covarde dos responsáveis principais, o selecionador Roberto Martinez – cuja incompetência e manha foram objeto de grotesca exibição nestes seus quase quatro anos de contrato –, o presidente da Federação Pedro Proença – um “sempre em pé” que nunca foi sequer capaz de tentar pôr alguma “ordem na casa” – e, ao que vimos ontem nas suas declarações de final do jogo, o primeiro-ministro – que preferiu as trivialidades de um duvidoso “politicamente correto” ao balanço crítico que se lhe deveria ter imposto não fora o seu saloio “esforço” de se deslocar três vezes aos Estados Unidos (ao que se julga no avião do Estado Português) com a equipa ainda longe das grandes decisões apenas pela forte consciência que tem das suas obrigações associadas à sua alegada e irredutível afiliação ao povo de que emana e que representa. Cada vez mais me convenço quão decisivo é “tomar chá em pequeno”...


A mesma lógica de considerações vale para CR7, um pobre diabo com enorme vocação para o futebol e para o trabalho físico que subiu a pulso as escadas do merecimento profissional e da notoriedade mundial mas não alcançou o entendimento de que tal mais não lhe asseguraria do que brutais condições materiais e de vida e não qualquer direito a vedetismos despropositados e a interferências indevidas. As suas declarações no final do jogo de ontem foram, nessa linha, de uma infelicidade atroz.


Ninguém no mundo que seja minimamente lúcido em matéria de futebol, para não dizer de conhecimento dos limites naturais do ser humano, poderá contrariar as afirmações de Ibrahimovic a propósito da relação entre o escalonamento da equipa portuguesa neste Mundial e as suas ambiciosas pretensões, designadamente no tocante a uma liderança do ataque nacional conduzida por um jogador de 41 anos (e com Gonçalo Ramos no banco e a marcar quase sempre quando teve alguns minutos). E volto ao início, recorrendo ao venenoso Mourinho quando há uns anos se referiu à comparação e rivalidade então no auge entre Messi e Cristiano.


Terminado o embuste que nos quiseram vender, vamos brevemente ao jogo de ontem. Desde logo, a constituição da equipa: mais do que previsível face aos tiques conservadores de Martinez, estranhei ainda assim que Cancelo e Bruno Fernandes se tivessem mantido e que tenha sido João Félix o eleito para o lugar de Rafael Leão. Mas adiante, até porque vimos Félix a fazer finalmente um jogo positivo e empenhado. Na segunda parte, o posicionamento e a atitude da equipa logo deixaram antecipar o pior de uma lógica ainda mais defensiva e de entrega da bola aos espanhóis; acrescem as substituições, que foram desastrosas: Nuno Mendes por Nelson Semedo foi obrigatório face à lesão do primeiro (um momento de azar para um dos poucos que se exibia a nível adequado), mas as de Cancelo por Dalot e Neto por Conceição foram inócuas (quando havia a hipótese não queimar uma substituição, explorando a mobilidade e eficácia de Ramos sem mexer na “estátua”, e de utilizar o efeito-surpresa de Trincão ou Gonçalo Guedes em vez do pequeno Francisco) e as entradas de Rafael Leão e Bernardo SIlva aceitam-se, ou só talvez no segundo caso (porque também se podia ter equacionado Rúben Neves ou até o inventado e já usado Samu Costa), mas nunca por troca com Félix e Vitinha (os que melhor se apresentavam no miolo). Mau demais, portanto, perante uma seleção espanhola que está bem longe da categoria de algumas das suas mais brilhantes antecessoras!


Por fim, uma nota sintética de balanço geral. Para sublinhar que o melhor jogador da seleção nacional foi Diogo Costa – o que também serve para demonstrar quanto a mesma não cumpriu os mínimos –, o salvador que fez com que a equipa sobrevivesse largamente à sua incapacidade em três dos cinco jogos realizados (Colômbia, Croácia e Espanha). Indiscutíveis nesta seleção são ainda Nuno Mendes e Pedro Neto (já Rafael Leão precisa de abordar a questão da concentração em campo para o ser igualmente) e, se CR7 deixasse, sê-lo-ia naturalmente Gonçalo Ramos (recentemente adquirido pelo AC Milan por mais de 70 milhões de euros). Depois, será justo referir que Rúben Dias ainda é o nosso melhor central (sem prejuízo de momentos em que parece desligar) e que Renato Veiga se consolidou como o segundo na hierarquia dessa tipologia de defesas (Tiago Gabriel, hoje no Lecce de Itália, será proximamente uma hipótese a considerar com seriedade), e será honesto confessar que nem Vitinha, nem João Neves, nem Bruno Fernandes, nem Bernardo Silva fizeram jus ao prestígio de que granjeiam – embora todos, e especialmente os dois primeiros, sejam peças fundamentais ou não desprezíveis na seleção portuguesa dos próximos anos – assim como apontar que Cancelo mantém caraterísticas de prestação cíclica (é capaz do melhor e do pior e a frescura física já vai falhando) que justificam que se olhe para o lateral-direito do FC Porto Alberto Costa.
 
Enfim, toda uma renovação suave a implementar com urgência pelo novo selecionador – curiosíssimo como a incompetência de Martinez tornou Jorge Jesus (diz-se que já anda a aprender português!) uma escolha quase indiscutível –, sendo que a sua principal motivação terá de estar na preparação e definitiva adoção de um estilo de jogo coerentemente ofensivo e consistente com os recursos à disposição.


segunda-feira, 6 de julho de 2026

CINCO EVIDÊNCIAS INDIVIDUAIS DO MUNDIAL

(Agustin Sciammarella, http://elpais.com) 

Recupero abaixo os cinco gráficos que o excelente profissional Kiko Llaneras nos apresenta no “El País”, com reporte à primeira fase do Mundial de Futebol que passará à posteridade como o da afirmação da dignidade de um país de língua oficial portuguesa (acima, uma caricatura do seu capitão de equipa Vozinha). Cada um desses gráficos elege um tópico de análise e procura encontrar os jogadores que mais se destacaram de acordo com os dados disponíveis a respeito dele. Os cinco nomes a registar são, então, os de Mbappé, Messi, Olise, Pedri e Hakimi.

 

O primeiro tópico corresponde à produção atacante e o gráfico cruza as contribuições de cada jogador (golos e assistências), no eixo das ordenadas, com o que seria expectável em função das ocasiões criadas (golos e assistências esperados), no eixo das abcissas. O destaque centra-se claramente no francês Mbappé, sem prejuízo dos números observados em vários outros atletas de nomeada (dos mais repentinos, entre o francês Dembélé, o suíço Manzambi e o inglês Kane, aos mais construtores, entre o norueguês Haaland, o senegalês Sarr, o brasileiro Vinicius Junior e o espanhol Oyarzabal, com Messi e Olise a evidenciarem um bom mix das duas dimensões).

(Kiko Llaneras, https://elpais.com) 

O segundo tópico tem a ver com eficiência e relaciona os golos e assistências com os quilómetros percorridos em cada jogo. Aqui o destaque é lapidar ao distinguir Messi de todos os outros (os seus menos de 7 quilómetros em média por jogo ilustram quanto ele “arrasa sem correr”, fruto daquele pé esquerdo único que o consagrou). Veja-se, curiosamente, que Cristiano Ronaldo também é poupado nos seus esforços em campo ((embora menos do que Messi) mas não logra ficar sequer perto dos resultados do seu rival de sempre. Em sentido contrário, o francês Olise surge como um dos que mais corre (11 quilómetros, em média) com proveito significativo em termos de concretização.

(Kiko Llaneras, https://elpais.com)

O terceiro tópico centra-se nas assistências e nos passes em profundidade, colocando novamente Olise em saliência muito nítida nas duas dimensões em questão e assim tornado o melhor passador do torneio; muito diferenciadamente, o equatoriano Caicedo e o belga Trossard revelam-se bons passadores à distância mas pouco fortes em assistências, enquanto o brasileiro Bruno Guimarães e o alemão Wirtz mostram bons números em assistências mas mais escassa visão em profundidade.

(Kiko Llaneras, https://elpais.com)

O quarto tópico privilegia a dinâmica em jogo, combinando a criação (ameaça gerada por passes ou conduções de bola) com os “roubos forçados”. Neste quadro, é o espanhol Pedri, no gráfico anterior apresentado como um dos detentores de mais percurso quilométrico em campo, que emerge largamente distanciado de todos os restantes referenciados (uns mais especializados na criação, como o espanhol Baena, o nosso canadiano Eustáquio, o alemão Wirtz e o francês Olise e outros mais vocacionados para a destruição, como o equatoriano Yeboah, o brasileiro Bruno Guimarães ou o alemão Kimmich).

(Kiko Llaneras, https://elpais.com)

O quinto e último tópico avalia a capacidade atacante dos defesas, relacionando a profundidade das suas progressões com os golos e assistências esperados. Aqui é o marroquino Hakimi que se mostra significativamente à frente (sem prejuízo dos registos interessantes em termos de progressões do espanhol Cucurella, do nosso Nuno Mendes e do belga De Cuyper, este o mais próximo de Hakimi em matéria de equilíbrios observados, enquanto o argelino Ait-Nouri progride muito mas não gera expectativas de resultados).

(Kiko Llaneras, https://elpais.com)

Entretanto, o campeonato prossegue em bom ritmo a caminho dos Quartos-de-Final – grande qualidade da maioria das equipas e executantes, partidas bem disputadas técnica e taticamente e largamente emocionantes, arbitragens merecedoras de aplauso, estádios cheios e públicos entusiastas (a originalidade das coreografias norueguesas tem marcado pontos) mas de alardes genericamente moderados. O pior de tudo têm sido as paragens para hidratação (embora algumas possam ser compreensíveis face às ondas de calor em presença), as manobras de diversão do inclassificável selecionador português e algumas eliminações injustas, aqui com destaque maior para os nossos irmãos cabo-verdianos e também significativo para o Japão (diante do Brasil), o Senegal (diante da Bélgica) e o Congo (diante da Inglaterra). Quanto ao vencedor, teremos de esperar pelo final dos jogos que ainda faltam mas a minha aposta de hoje prevalece a mesma do início: uma final de desfecho imprevisível entre a França e a Noruega, com favoritismo para a primeira.

TRUMP, COMUNISTAS E CRIANCINHAS

 

(Fotografia reproduzida por Krugman no seu substack. 1976, missão no Banco de Portugal: Miguel Beleza, Jeff Frankel, Andy Abel e Paul Krugman. O espírito da época está bem presente no vestuário dos quatro promissores jovens economistas)

(Adiada por uma daquelas tempestades americanas que só a imbecilidade do movimento MAGA consegue replicar, a intervenção de Trump na comemoração do 250º aniversário dos EUA revelou bem como o futuro americano é sombrio. Só faltou invocar a ideia de que as criancinhas americanas se acautelem, pois os comunistas estão por aí esfomeados, relembrando as trevas do macartismo que varreu a América no passado. Uma leitura política mais atenta da reemergência anacrónica do anticomunismo mais primário no discurso de Trump mostra que tal deriva é típica de quem está na mó de baixo, mas que visa preparar o ataque à ala mais à esquerda dos Democratas, recentemente vitoriosa em algumas disputas locais, laborando na mais ampla confusão do modo mais deliberado possível. Invocando a comemoração do 200º aniversário, Paul Krugman recorda nessa data a sua estadia em Lisboa, inserido numa equipa de jovens economistas do MIT que trabalharam então no Banco de Portugal, dois anos depois do 25 de abril de 1974. Cito os dois últimos parágrafos dessa crónica recente, pois ela evidencia bem o que pensa um democrata liberal de toda esta deriva negra que paira sobre a nação americana, sem que se vislumbre uma hipótese segura de devolver Trump, o MAGA e toda a série de lunáticos que abriga as suas ideias à irrelevância.)

“(…) Nas vésperas da comemoração do 250º aniversário dos EUA, tivemos a confirmação da corrupção presidencial a uma escaça que Nixou nunca poderia ter imaginado possível. É má em si propria. Mas o que é pior +e que ninguém acredita que haverá consequências para Trump, os seus mais próximos e os seus capangas. Em 1974, os Republicanos juntaram-se aos Democratas para assegurar que Nixon seria responsabilizado. Hoje, investiram no alargamento do poder de Trump e no seu culto de personalidade, apesar de saberem perfeitamente quem ele é e o que está a fazer.

Não vou perder a Esperança. A América não está irreversivelmente perdida. Mas hoje, mais do que há 50 anos, somos uma nação em busca desesperadamente de redenção”.

Tudo isto é perturbador e é-o tanto mais quanto a democracia parece incapaz de dar origem a caminhos diversos, gerando movimentos que suplantem a onda do populismo mais extremistas, depois de ter sido à luz desse enquadramento que as derivas se instalaram no poder.