quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

O INTRIGANTE CASO DE MARIA LÚCIA

Durou oito meses e cinco dias o calvário de Maria Lúcia Amaral (MLA) e, obviamente também, o de nós todos por tabela e vergonha alheia. Depois de Margarida Blasco, um manifesto mas talvez mais compreensível erro de casting, Montenegro escolheu MLA para a Administração Interna repetindo o seu erro de modo ainda mais inexplicável, considerados os elementos curriculares mais recomendáveis da Professora e a completa inexperiência da mesma em funções executivas com exposição mediática relevante cumulativamente com um modo de ser e estar simpático, discreto e até tímido.

 

A culpa das prestações quase constrangedoras a que assistimos por parte da Ministra é, portanto e primariamente, do primeiro-ministro. Não obstante, MLA não deixa de ter a sua quota-parte de responsabilidade, especialmente porque está acima de qualquer lógica e racionalidade que tenha aceitado desempenhar um cargo sabendo não dispor das condições mínimas para tal – tivesse sido ela convidada para a Justiça, ou até para a Defesa, e certamente que outro galo cantaria ou poderia ter cantado.

 

Excesso de ambição, curiosidade pelos alçapões e esconderijos do poder, vontade de protagonismo e notoriedade, ingenuidade política abissal, priorização puerilmente patriótica do serviço público, inépcia em termos de autoavaliação, eis algumas das possíveis motivações que levaram MLA a corresponder ao convite impensado (ou oportunista?) de Montenegro e, em continuidade, ao penoso calvário a que acima me refiro. O certo é que a senhora volta para casa maltratada e com o rabo entre as pernas, ao que se diz ainda sem compreender porque não a deixavam absorver cuidada e invisivelmente os dossiês para assim devidamente os dominar, decidindo com toda a propriedade num quadro de fomento da aprendizagem coletiva. Só que não é assim que funciona, Senhora Professora, muito menos num mundo tão mediaticamente enformado quanto o que nos envolve e onde o ávido veneno das redes sociais dita inapelavelmente as regras de qualquer jogo, política mais do que incluída.

 

Deixo a terminar os meus votos sinceros de muita saúde e feliz gozo de merecida aposentação para a ex-ministra – Catedrática de Direito Constitucional na UNL e também ex-juíza e vice-presidente do Tribunal Constitucional, ex-Conselheira de Estado e ex-Provedora de Justiça – que a soberba de Montenegro manchou, alguém cujas qualidades o País assim ingloriamente terá acabado por desaproveitar...

O MUNDO DESCOMPOSTO E À BEIRA DA ALUCINAÇÃO GLOBAL DE LÍDIA JORGE

 


(Para aguentar as nossas cabeças entre as orelhas, como diz o meu colega de blogue, precisamos cada vez mais de estímulos positivos, suscetíveis de cativar a nossa lucidez de promover a energia pertinente para encarar com esperança cada dia ao levantar da cama. Não há receita ou prescrição que nos oriente na procura desses estímulos positivos. Sempre entendi essa procura como uma arte pessoal, laboriosamente exercitada ao longo dos anos, dirão alguns que acompanhada de intuição para encontrar nos pormenores provavelmente insignificantes para muitos a autoestimulação tão procurada. Até porque, como sabemos, os estímulos negativos fustigam-nos aleatoriamente e sem piedade. Estímulos positivos recriados a partir das mais diversificadas evidências, como foi o exemplo desta manhã na rádio, Antena 2, ouvir de novo uma entrevista conduzida por Paulo Alves Guerra, imaginem ao Professor Jorge Paiva, biólogo e botânico, grande especialista na obra de Camões e no seu conhecimento sobre a matéria. Sim, o Império dos Sentidos das 7 às 10 já não é a manhã disruptiva que nele reconhecíamos, mas o homem está vivo e entrevista caoticamente como só ele sabia. Mas o grande estímulo positivo para hoje foi proporcionado pela leitura do belo discurso proferido por Lídia Jorge na cerimónia de entrega do Prémio Pessoa 2025, o primeiro sem a presença tutelar de Francisco Pinto Balsemão, um texto espantoso de dádiva e de comunicação com o leitor, como só a escritora algarvia sabe fazer. Recordo com alguma saudade as crónicas que Lídia Jorge leu na Antena 2 durante algum tempo, especialmente uma em que ela contou com soberba delicadeza uma viagem de comboio com a Agustina Bessa Luís. Imaginem simplesmente a cena…)

Só os escritores como Lídia Jorge poderiam classificar o mundo de hoje como um mundo descomposto, só esta palavra valeria um tratado, à beira da alucinação global. Além do texto contemplar uma leitura de Fernando Pessoa que fará inveja a todo o Pessoano que se preza, recriada a partir de uma leitura experimental aos 13 anos, o discurso reproduzido na íntegra no Expresso online, mostra como a literatura e a poesia são ferramentas essenciais para compreender o mundo e nos compreender a nós. O que mostra que na formação intermédia e superior, inclusivamente a mais técnica, as artes devem fazer parte de um curriculum diversificado, construído por cada um dos formandos num contexto de flexibilidade.

Como ilustração desta ideia, posso dizer que a leitura de obras como O Vento Assobiando nas Gruas (2002), Os Memoráveis (2014) e Misericórdia (2022) me proporcionaram mais e melhores elementos para compreender os Portugueses e o País que somos do que qualquer ensaio ou investigação sociológica.

 

No discurso ontem proferido, podemos encontrar ainda uma surpreendente invocação da poesia como a articulação mais sofisticada das línguas, tanto mais que Lídia Jorge não é propriamente uma poetisa, mas a que não será estranha a grande admiração que a escritora tinha por Eduardo Lourenço, que considerava gémeo fraterno de Pessoa. É muito curiosa a alusão que Lídia Jorge faz à associação que Eduardo Lourenço realizou em 1966 da geração dos sessenta com a obra de Álvaro de Campos (“o engenheiro naval que andou por Glasgow”), associação não estendida por Lourenço à geração dos narradores de oitenta e noventa surgidos com a Democracia de Abril. Modestamente, Lídia Jorge refere que “possivelmente, não encontrou em nós, narradores surgidos com a Democracia, nem o cosmopolitismo, nem a dinâmica técnica e subjetividade caótica do poeta futurista, que ele mesmo, Eduardo Lourenço, gémeo fraterno de Pessoa, reconhecia como a verdadeira lava ardente criadora. Nós, os que viemos nos anos oitenta, tínhamos pressa em passar a faca pela lembrança de uma pátria pobre, amordaçada, que andou aos pedaços por África, e que súbito queria parecer descolonizada, moderna e rica, mas ainda não o era, e ainda hoje demora a ser. Só que eu, provavelmente, não serei filha de Álvaro de Campos, serei quanto muito uma trineta afastada, embora me identifique, no Cartão de Cidadão da fantasia literária, como uma sua parente”.

Existem outras inspirações possíveis no discurso, tais como a digressão crítica pelo mundo da inteligência artificial, mas esta citação basta-me para a considerar o estímulo positivo de hoje.

Outros surgirão amanhã.

 

 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

PARA MAIS TARDE RECORDAR, QUEM SABE?

Para memória futura, algumas das boas e sugestivas fotos da campanha presidencial. Acima, o contido vencedor numa das suas raras manifestações de maior exuberância sob o comando da mão de uma louletana. Abaixo, e por ordem de peso eleitoral relativo, os restantes quatro mais votados: Ventura a explorar o seu nacionalismo feito à pressa junto ao castelo de Guimarães, Cotrim e o escândalo de assédio sexual que abalou a sua candidatura e face ao qual se mostrou incapaz de agir com a tranquilidade dos inocentes, o Almirante a evidenciar a sua transversalidade perante um adepto portista (aposto que teria passado à segunda volta se a eleição tivesse sido postergada por mais duas semanas...) e Mendes a dar nota de uma de tantas ridicularias a que desnecessariamente se sujeitou sem qualquer benefício visível à saída da porta. Mais uma página virada...





ARAGÃO E A EXTREMADURA VÃO ANUNCIANDO A FUTURA ESPANHA POLÍTICA

 



(Embora aliviados pelos resultados das nossas Presidenciais, isso não significa que cedamos à ausência de reflexão sobre o que o atual momento político significa, especialmente quando o comparamos com o que se observa na Europa e no mundo. De facto, os 33% de Ventura são um elefante na sala que não pode ser ignorado, antevendo que as interações entre Parlamento, Governo e o novo Presidente da República serão largamente influenciadas por essa votação, abrindo um caminho de indeterminação que se vai confrontar com o desejo de estabilidade política. É neste contexto que vale a pena continuar com um olhar crítico e reflexivo sobre o que se passa em Espanha aqui ao lado, mesmo tendo em conta que o nacionalismo regionalista não tem equivalente em Portugal, que o PSOE e o PS são diferentes, que o PSD é (mais propriamente era) mais social-democrata que o PP e que Vox e Chega estão a convergir cada vez mais. E, nesse olhar crítico, os resultados das eleições regionais, neste último caso na região de Aragão, vão antecipando uma trajetória que parece cada vez inevitável que vá observar-se, com Sánchez a definhar internamente e a aguentar-se no plano internacional.)

O que as eleições regionais em Aragão e na Extremadura nos contaram foi que a antecipação desses atos eleitorais se explica essencialmente porque o PP pretendia ganhar força eleitoral face ao VOX e assim poder governar sem o fardo dos compromissos com a extrema-direita. Face a esse impulso acionado pelo PP, o PSOE aspirava tão só a resistir e a travar o seu declínio claro e o VOX obviamente perfilava-se no sentido de reforçar o seu peso na vida política espanhola. A restante esquerda aspirava a alguma recomposição, designadamente através da emergência e reconhecimento de forças políticas regionais mais radicais.

Os resultados das duas eleições foram inequívocos: i) o PP falhou no seu propósito; ii) o PSOE não conseguiu travar o seu declínio; (iii) o VOX saiu reforçado e (iv) sobretudo em Aragão emergiram reforçados regionalismos radicais, como é o caso da Chunta Aragonesista com 10% dos votos recolhidos.

Os resultados dão obviamente origem a múltiplas interpretações, mas a que começa a ganhar força e expressão é a de que o eleitorado espanhol prefere acordos preferenciais entre o PP e o VOX a aguentar durante muito mais tempo a coligação do PSOE com os nacionalismos regionalistas. Esta interpretação é largamente potenciada pela paradoxal situação interna a nível nacional – a economia vai bem, mas a debilidade do poder executivo do PSOE é cada vez mais flagrante, com as tragédias ferroviárias da alta velocidade e da circulação regular na Catalunha a colocarem o Governo nas cordas.

Por isso, a crónica anunciada de que o PP vai ensaiar acordos de governação com o VOX nestas regiões vai ser concretizada, comprometendo-o com o desgaste de governar, tentando com isso evitar que, no plano nacional, se veja forçado a seguir a mesma trajetória para desalojar o PSOE do poder.

Duas outras conclusões emergem também com clareza. Primeiro, antecipar eleições com o desígnio atrás referido não compensa, já que o PP vence, mas perde força eleitoral para o adversário do qual pretendia afastar-se. Segundo, aproximar-se do programa do VOX, mimetizando-o, também não compensa, já que engorda o VOX e o eleitor parece preferir o original à cópia.

A alternância democrática entre o PP e o PSOE, com alguns acordos de Estado, parece hoje longínqua. Há quem sublinhe que a polarização aguda entre as duas forças políticas não trouxe ganhos para nenhuma delas, especialmente para o PSOE.

Com todas as reservas já enunciadas sobre o potencial comparativo da situação política em Espanha e Portugal, é difícil mesmo assim não a fazer e retirar ilações para o caso português. Espero que as cabeças pensantes do PS e do PSD estejam atentas a estes sinais. Seguramente que Seguro também estará.

 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

SEGURÍSSIMOS COM O HOMEM COMUM?

Contrariamente ao que é habitual, as primeiras páginas dos jornais nacionais de hoje não primam pela imaginação. Invariavelmente, todas fazem sobressair o nome de Seguro – o eleito novo Presidente da República – recorrendo a um estilo previsível e discreto, aliás em completa consonância com o que é dito sobre a personalidade, o modo de estar e o discurso monocórdico do grande vencedor de ontem. A verdade é que o “patinho feio” conseguiu levar a sua intenção em frente ao concretizar uma hipótese de sucesso que poucos lhe concediam há poucos meses ou semanas. É certo que a sorte esteve do seu lado, quer porque a maioria da direita democrática escolheu um inconcebível candidato (Marques Mendes), quer porque a minoria dessa mesma direita decidiu apresentar-se autonomamente (Cotrim), quer porque o Almirante Gouveia e Melo surgiu para corroer mais uma parte desse eleitorado centrista moderado, quer porque o espaço socialista não encontrou forma de convencer um candidato alternativo, quer porque aquela divisão intestina conduziu a um adversário de segunda volta de pendor extremista e populista e com taxas de rejeição gigantescas. Mas não deixa de ser igualmente certo que Seguro teve o seu mérito, sobretudo em termos de opção por uma estratégia de campanha equilibrada, escassamente propositiva e alheia a todo o tipo de afrontamento e mediatização em excesso (o que alguns designaram por “fazer-se de morto”), afinal a fórmula adequada às expectativas do português médio para o pós-marcelismo, farto como estava em crescendo dos descocos intervencionistas do ainda Presidente. Duas coisas mais: a “beleza” da política também emerge nestas ocasiões em que os esquecidos e/ou maltratados voltam inesperadamente à boca de cena, mesmo que tal não ocorra necessariamente para fins de vingança (embora, no caso vertente, tenha sido feio o modo como Costa chutou despudoradamente Seguro para canto há mais de uma década); ninguém pode afiançar quão saboroso será o “melão” que agora vai ser aberto pela prática de Seguro em Belém, mas espero muito ele possa não ser complacente com a “paz podre” em que mergulhamos nos tempos de Costa e prosseguimos com a sua presente continuidade através do manifesto antirreformismo de Montenegro – alguém tem de chamar o País à razão!

VAMOS AO TRABALHO QUE SE FAZ TARDE

 


(Os portugueses demonstraram mais uma vez que não votam com os pés e, num assomo de empenho e coragem democráticos, votaram em condições adversas, tirando partido da sua vontade e de alguma trégua climática que o domingo nos proporcionou. Face aos surpreendentes resultados da primeira volta, sim foi nesse plano que aconteceram as grandes e ambivalentes surpresas eleitorais, com perdedores e ganhadores inesperados, poder-se-iam alimentar algumas dúvidas se António José Seguro conseguiria atrair todo o voto útil dos candidatos anti-Ventura que se perfilavam no horizonte das decisões deste domingo. As posições dúbias de Montenegro e institucionais do PSD mais adensaram essas dúvidas (não me refiro a idênticas posições de Melo e Núncio no CDS, pois não gosto de zombies moribundos). Embora Seguro não tenha capitalizado a 100% o pronunciamento anti-Ventura, a verdade é que num contexto trágico de intempéries que poderiam ter reforçado o ressentimento que alimenta Ventura e o Chega, a votação em Seguro excedeu as minhas estimativas. Desta vez, estou de acordo com Clara Ferreira Alves que manifestou ontem na SIC com clareza a ideia de que se tratava de uma vitória da decência. Sim, em tempos em que a obscenidade e a alarvidade políticas dominam as reações mais primárias, a personalidade de Seguro estava no sítio certo e à hora certa para capitalizar o sentimento de colocar em Belém alguém em quem se possa confiar e que não se serve da política para cultivar outros interesses. E, por mais que os media tenham explorado o sentido redondo de algumas das posições de Seguro, a verdade é que o seu discurso de vitória nas Caldas da Rainha, e saúdo a feliz ideia de sair dos hotéis da capital ou do Porto para celebrar as vitórias, é um discurso de um homem de Estado, já para além do estatuto de candidato. Mas os resultados de ontem merecem algumas reflexões adicionais.)

Os 33% de Ventura mostram que o personagem está ainda numa onda crescente de aspirar a voos mais largos e, como o antecipei, Montenegro seria o principal penalizado por uma votação de ressentimento que, embora não atinja o valor da AD mas últimas legislativas, lhe dá alvíssaras para caminhar na desejada liderança da direita e reforçar perspetivas de governação. Seguro levou o seu discurso de Estado ao ponto de considerar que os 33% de votantes de Ventura são para ser considerados com respeito, já que são votos democráticos expressos em eleições livres. O problema é que o comportamento dos que conseguiram essa percentagem de voto democrático está muito longe na prática de respeitar as regras mais básicas da democracia, colocando por isso problemas de diversa natureza à função a exercer pelo novo Presidente da República

A figura da exigência que Seguro destacou como a marca principal da sua Presidência vai exigir especiais finura e pertinência políticas, sobretudo no quadro em que a votação de Ventura vai por ele ser utilizada para forçar Montenegro a derivas de aproximação às posições do Chega. A preocupação daí resultante é perfeitamente justificada quando no seio da governação encontramos gente como Leitão Amaro ou Maria do Rosário Ramalho sempre dispostas a transformarem-se em cópias vulgares da direita mais tramontana.

Vamos assim entrar num rodopio de interações entre Parlamento, Governo e Presidência com Ventura no epicentro da agitação. Por muito que o PS não o desejasse, é neste contexto algo sinistro que terá de cumprir o seu caminho das pedras, até conseguir forjar uma alternativa de governo.

Sempre acreditei que as competências políticas têm, como não pode deixar de ser, uma natureza inata ou já adquirida no passado. Mas acredito cada vez mais que, tal como noutras profissões, mas aqui neste caso mais do que reforçadas, as competências políticas se constroem na função e exercendo a prática política. Espero não me enganar a propósito de António José Seguro, estimo mesmo que ele nos possa surpreender, pois parte para a função sem “rabos de palha” que o possam comprometer.

E o contexto em que vai iniciar a Presidência talvez seja o ideal para afirmar esse propósito de exigência, a marca de água que pretende imprimir ao seu mandato. Daí o meu título “Vamos ao trabalho que se faz tarde”. O esforço de reconstrução dos territórios mais atingidos, com relevo para a martirizada região Centro, é a melhor ilustração desse desafio, que não deve afastar a necessidade da preparação para novas formas de severidade climática que virão por aí. E, já agora, Seguro poderá ter no ex-autarca do Fundão Paulo Fernandes, indicado para liderar a estrutura de missão de reconstrução na região Centro, um excelente parceiro.

Com a noite eleitoral de ontem uma estranha sensação de alívio envolveu-me, sem ignorar os desafios que virão por aí. E, também simbolicamente, lá para as bandas da Luz, os 17 anos do predestinado para o golo Anísio Cabral conseguiram de novo em poucos segundos após a sua entrada o alívio do golo redentor, voando de novo entre os centrais.

Alívio total para um sono bem merecido.