Não pensava sinceramente regressar a este espaço com este mesmo tema. Mas a verdade é que os fanáticos do SLB são incorrigíveis e doentiamente obcecados, pelo que continuam a explorar o FC Porto-Benfica de ontem nos termos impróprios com que o fizeram durante a semana (veja-se a propósito o meu post pós-Milão, sem esquecer as respetivas sequências que culminaram com a “grande euforia” sob a qual o autocarro saiu da Luz ao som de expectativas gritadas de um campeonato já no respetivo papo) muitíssimo para além do que profissionalmente lhes seria exigível em termos mínimos de isenção (e o meu amigo Domingos Matos lá vai permitindo que a ditadura das audiências se imponha à verticalidade do canal de que é acionista!).
O jogo até foi interessante, os “encarnados” até mostraram que têm uma equipa razoável e um excelente treinador, Miguel Nogueira até se redimiu da exibição miserável do ano anterior e fez por não atrapalhar (vejam-se, a propósito, os quase unânimes comentários abaixo reproduzidos a partir dos especialistas de arbitragem dos três desportivos nacionais) e, no cômputo final, o resultado acabou por ser favorável aos “azuis-e-brancos” por razões que atribuo preferencialmente à atitude que lhes é imposta por Francesco Farioli naquele misto máximo de intensidade e coletivo inigualáveis (sem prejuízo de Diogo Costa, dos centrais polacos e de Gabri Veiga, Froholdt e Rosário, ontem bem apoiados na inspiração e vontade de Pepê, Alberto Costa, William Gomes, André Silva, Hwang In-Beom e Martim Fernandes).
Ao invés de uma apreciação mais ou menos objetiva e pacificadora, aí esteve ontem o “Porto ao Colo” da CMTV e hoje a confusão lançada no “Liga Now” (muita polémica, vários casos?), escalpelizando os lances ao milímetro e atacando asperamente Rui Costa por ter vindo queixar-se timidamente de dualidade de critérios por parte da arbitragem mas afirmando que não criticava a expulsão de Lenglet. Será um detalhe mas também releva chamar a atenção para Pedro Henriques (PH), aquele ex-árbitro de poupa no cimo da cabeça que comenta, entre outros, para o “Público” e “A Bola”: no primeiro escreveu em título “Boa arbitragem no Dragão sem erros relevantes, enquanto no segundo adiantou (em óbvia coerência) terem ficado “amarelos por mostrar a três dragões” (não referidos na crónica precedente); indo mesmo mais longe, PH considerou hoje (“A Bola”) que aos 34 minutos “faltou amarelo” – explicando que “Prestianni reclamou com o árbitro e foi advertido, depois de ter sofrido falta passível de cartão amarelo para Alberto Costa, que abriu braço esquerdo e acertou na cara do argentino”, logo um “comportamento ficou por sancionar” – quando considerara ontem (“Público”) que “Prestianni veio reclamar com o árbitro, em lance em que sofreu falta, mas onde não houve motivo para qualquer sanção disciplinar” porque “o jogador argentino apareceu com sangue na cara, mas na repetição desse lance vê-se que ele já tinha o sangue, ou seja, não foi nessa jogada”. Um homem de princípios analíticos rígidos, está bom de ver...
“Os cães ladram e a caravana passa”, diz o provérbio. Assim seja, espero eu, porque posso bem com o ódio cego que alguns lisboetas nos têm – mais difícil seria se alguma inversão de postura viesse a surgir aqui para os meus lados, pelo que até rezo para que persistamos firmes na nossa caminhada tão competentemente triunfal.










