Prosseguindo as festividades em torno da brutal derrota que atingiu Trump e o “trumpismo”, e enquanto péssimas notícias de sentido contrário não nos atingem como parece provável, chegou o dia de recorrer a um dos excelentes cartunistas do “The Guardian” para juntar aos vencidos pelo voto popular os “bilionários [ou trilionários?] que se ajoelharam perante Trump”. Vergonhosamente e por mera expressão de uma desvairada ganância que se soma a traços e idiossincrasias pessoais nada recomendáveis (sendo Elon Musk um caso perdido!) e, em alguns casos, inesperados. De entre os principais sabujos que tão mal têm ficado na fotografia deste mandato presidencial, saliência para os “quatro magníficos” caricaturados (Mark Zuckerberg, Jeff Bezos, Elon Musk e Sam Altman) e para as indicações que já começam a circular no sentido de que os resultados das midterms já começaram a bulir-lhes como as cabeças, como só a defesa obsessiva dos interesses próprios consegue, numa reponderação de escolhas que ocorrerá certamente ao sabor do vento que soprar lá para os lados da Casa Branca, do Congresso (Senado e Câmara de Representantes), das sedes partidárias em Washington (entre a South Capital Street e a First Street), de Mar-a-Lago, da Florida e do Ohio, do Texas e da Georgia e dos tantos outros corredores e geografias em que a efetividade do poder estará na berlinda ao longo dos próximos meses e anos. E termino, a título de um mero registo de curiosidade que a evolução das circunstâncias se encarregará (ou não?) de contrariar, com uma presença igualmente caricaturada dos favoritos que se vão julgando mais capazes de disputar a presidência em 2028 – Alexandra Ocasio-Cortez e J. D. Vance – em previsões de enorme falibilidade e para as quais o jogo em torno da renovação de caras versus programação de esquerda (nos Democratas) e o confronto entre a lata e a capacidade ginastical do vice-presidente versus a inteligência política de Marco Rubio e o surgimento de algum republicanismo mais independente (nos Republicanos) desempenharão papeis determinantes. Sempre, como é óbvio, com os trilionários à espreita de uma colocação bem remuneradora dos milhões que se dispõem a consagrar a donativos...
sexta-feira, 6 de novembro de 2026
TRILIONÁRIOS ATRAPALHADOS!
(Ben Jennings, https://www.theguardian.com)
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