sexta-feira, 18 de setembro de 2026

VENHA DE LÁ O PORTO!

As imagens acima correspondem a fotos que tirei em tempo real ao ecrã do meu televisor na noite em que o Benfica venceu em Milão por 2-0. Elas dizem tudo sobre o clubismo entusiástico que grassa naquele canal (CMTV/NOW), embora também noutros (como a TVI/CNN e a SIC/SIC-N). Obviamente que, no dia seguinte,  todos acompanharam ao minuto o autocarro que transportou os jogadores do aeroporto para o Seixal. A euforia está assim instalada nos chamados “cartilheiros” do país desportivo quanto ao que será a fantástica prestação da sua equipa no Dragão no próximo Domingo, conduzindo-a naturalmente ao topo do campeonato doravante – apenas mostram inquietação em relação ao “onze”, já que Trubin e Samuel não podem jogar os dois, o mesmo acontecendo com as figuras que marcaram o jogo em Itália e não poderão conviver com um Palhinha que funciona como uma vedeta de qualidade inalcançável (há mesmo quem confunda o seu papel em campo com uma espécie de Eusébio), além de Aursnes, Prestianni, Schjelderup e Pavlovic. Tudo está a postos para uma exibição inesquecível e um resultado mais do que positivamente predestinado – veremos o que vai suceder com a modesta resistência com que os pupilos de Farioli (que tem dormido mal...) enfrentarão os “gloriosos encarnados”, mas as ameaças são muitas, a confiança está em alta e certamente nem um guardião como Diogo Costa conseguirá deter o desempenho estonteante dos “craques” orientados pelo novo “rei da Europa”.


Resta-me uma esperança, a de que os “azuis-e-brancos” logrem colocar no terreno toda a vontade e capacidade técnica e competitiva que têm vindo a evidenciar nestes tempos de Francesco Farioli – e, já agora, recordar a coincidência daquele jogo que ocorreu há exatamente 30 anos na Luz (18/09/1996), onde os da casa acabaram derrotados por cinco bolas a zero e fizeram com que o saudoso juiz-conselheiro José Manuel Matos Fernandes tivesse entrado na sala do Conselho de Ministros do dia seguinte com a mão aberta e um sorriso nos lábios. Porque, em futebol, não se trata de como começa nem do tanto que se deseja (mais reza menos reza, mais ou menos Miguel Nogueira incrivelmente repetido), mas predomina a tirania do jogo jogado e daquilo que o enforma...

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