Hoje a reflexão transforma-se em ação, através de uma simples cruzinha no boletim de voto – eis acima, pelo traço de António, o que deve fazer se tenciona dar o seu apoio a André Ventura; e eis abaixo, pelo mesmo traço, o vaticínio implícito que há uns meses poucos admitiam como realista e que mais logo iremos ver confirmado pelos portugueses com a ajuda das tréguas com que o S. Pedro nos brindou: António José Seguro é o novo Presidente da República eleito.
E é ainda o mesmo e notável artista que nos traz a representação do grande derrotado destas eleições, o pequeno Marques Mendes que não percebeu as limitações – talvez até menos físicas do que de carreira profissional, o que quer que tal queira dizer no seu caso concreto – com que se defrontava para poder concretizar a sua imensa e tão meticulosamente trabalhada ambição presidencial. Um derrotado que bem poderá partilhar o seu revés e o seu desânimo com o gorado estratega político que tão fortuitamente se nos revelou após os tiros no pé de António Costa, primeiro, e Pedro Nuno Santos, depois – um primeiro-ministro sempre propenso ao autoelogio e tão bem-falante quanto ridiculamente gongórico (aquela sua declaração de pesar em relação às pessoas que morreram no contexto do temporal é lapidar: “o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perderem a vida”), novamente caricaturado num “Cartoon do António” em que é mostrado com Ventura como sua estranha sombra numa possível mas indesejável premonição dos meses que estão para vir.





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