terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

DE FEIJÓO A RUBIO

Repito-me, mas a verdade é que Alberto Feijóo começa a exagerar na sua pressa, tornando ainda maior o perigo de subserviente contemporização com Abascal. Porque uma Espanha de portas escancaradas à extrema-direita não é apenas uma má ideia, é um precedente descontroladamente permissivo de discursos e práticas que arriscarão mergulhar a Península Ibérica em radicalismos divisionistas que se pensavam enterrados em definitivo.

 

Ademais, tal não deixará de se traduzir em inevitáveis impactos na ação do populista de pacotilha que opera neste nosso tão azoratado retângulo e terá, obviamente também, salpiques desgovernados por essa Europa fora, agora que nela parecem começar a surgir alguns sinais de haver quem queira levantar a cabeça e enfrentar os imensos e tremendos desafios que décadas a fio de inércia e business as usual fizeram recrudescer e de que uma atualidade internacional imparavelmente inconsequente e desviante agora lhe apresenta a correspondente fatura.

 

Neste plano, vem mesmo a propósito trazer à colação uma nova ocorrência maléfica de ontem, o apoio claro e intolerável que Rubio foi a Budapeste conceder à campanha eleitoral de Orbán, um personagem de cujo caso a União tem de começar urgentemente a pensar com a necessária frontalidade e seriedade política. 

(Idígoras y Pachi, http://www.elmundo.es)

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