Nunca conheci pessoalmente Mário Zambujal, o jornalista e escritor anteontem falecido aos 90 anos. Mas a sua obra maior “Crónica dos Bons Malandros”, que li pouco depois de ter sido publicada em 1996, deixou-me algumas marcas positivas construídas em torno da sua “quadrilha do Renato” – até, mas não só, porque vivia momentaneamente em Lisboa à época – e uma imagem simpática do autor. Também o vi vezes sem conta a apresentar o “Domingo Desportivo” na RTP – apesar de não ter um verbo fácil e de a sua dicção não ser das melhores, havia ali qualquer coisa de genuíno (ademais em oposição aos atuais comentaristas de turno) – e fui depois acompanhando informações avulsas relativas ao fluir da sua vida, tão pacata quanto boémia. Não quis deixar de o deixar aqui registado como mais uma das figuras que contaram para uma geração e que agora desaparece com a naturalidade que a finitude impõe.

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