O PRR é o exemplo de tudo o que não se deve fazer na gestão de fundos comunitários e um prenúncio do que irá ser a Nova Política de Coesão centralizada que a Comissão Europeia propõe para o próximo ciclo de programação. Acima, alguns títulos dos jornais relativamente elucidativos, agora que os prazos se aproximam do final e que os atrasos começam a estar à vista sem grande remissão possível. O primeiro-ministro lá vai solicitando uma “solução engenhosa” (o que quer que isso seja!) para não perder dinheiro, sucessivos projetos começam a dar conta de que já não chegam lá ou de que poderão ficar a meio (o que em muitos casos é uma impossibilidade regulamentar), a distribuição do envelope foi infeliz na maioria das opções (que pouco tiveram a ver com o objetivo anticíclico que levou a assumir um histórico endividamento para viabilizar um fim de natureza defensiva e conjuntural que evitasse uma recessão pós-Covid demasiado extensa e insuportável), os critérios internos foram atrás dos mais ricos e capazes de responder ao fator tempo e não de muitos dos verdadeiros afetados, os desvios de fundos decorreram de oportunismos de ocasião e não de reorientações estudadas de estratégia, tudo num quadro de esquizofrenia executora que Marcelo alimentou até às últimas consequências, sobretudo depois daquela triste figura que fez perante a então ministra da Coesão Territorial. Mais um caso de Portugal no seu pior, desgovernado e desaproveitador!
sábado, 21 de março de 2026
O PRR DO NOSSO DESCONTENTAMENTO
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