A “The Economist” distribuiu esta manhã uma daquelas suas frequentes sínteses noticiosas que logo nos dão uma primeira base para conhecimento e apreciação do que nos vai rodeando pelo mundo. No caso, desgraçadamente.
Repare-se: por um lado, mesmo o melhor cenário para os mercados energéticos é desastroso; por outro lado, Donald Trump tem quatro más opções para a guerra no Irão. Como vamos então sair daqui, dominados por um “narcisista maligno”, por um assassino sem mercê, por um regime igualmente assassino e sem mercê e por uma comunidade das nações despida de poder e impotente para fazer impor qualquer tipo de lógica humanista nos conflitos que alastram? Sem esquecer um outro assassino sem mercê que de Moscovo vai assistindo alegremente ao desenrolar dos acontecimentos, beneficiando das tornadas inevitáveis compras de petróleo e gás ao seu país e aproveitando as distrações que tornam a guerra na Ucrânia um campo largamente aberto às suas ambições imperialistas. E sem esquecer ainda Gaza e o Líbano, pois claro, invasões tão hediondas quanto injustificadas à luz de mínimos em termos de direitos humanos internacionalmente consagrados.
Tudo agravado à enésima potência com o sonso Netanyahu – sempre pronto a exaltados louvores a Trump – a lograr o cúmulo de inversão que é o de os EUA se disporem a ser uma espécie de subproduto da estratégia do “Grande Israel” por força do fascínio com o poder tecnológico e militar com que o presidente americano desenvolve, aos altos e baixos e entre Inteligência artificial, memes e uma narrativa simplista, a sua inconcebível “guerra de videojogos”.




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