A tarde deste Domingo trouxe-me boas novidades, a começar pela vitória do meu FC Porto na Reboleira e a terminar no empate do Sporting na Vila das Aves. As trocas de galhardetes entre os treinadores – por conta do mal-estar entre os presidentes, alimentado de forma muito pouco nobre e bastante malcriada por Varandas – mostraram um Rui Borges a tentar dar prova de vida num contra-ataque bastante mal-amanhado
E a verdade é que os resultados que obtiveram em campo deixaram o homem de Mirandela em maus lençóis perante os seus patrões de sangue azul (já de si algo incomodados com a origem popular e transmontana do treinador) e o italiano a um curto passo do título (contrariando a inúmera quantidade de tentativas levadas a cabo pelos comentadores para lhe vaticinar um final de campeonato igual ao que teve no Ajax na season passada). Com a época de 2025/26 a chegar ao seu final, Borges começa a revelar as fragilidades que lograra esconder, as deficiências da sua equipa técnica e as respetivas consequências em termos físicos e médicos (aqui também com responsabilidades para a administração do clube, ademais também culpada de ter alimentado ilusões excessivas para o plantel, vulgo, de ter acreditado que podia aspirar a conseguir saciar a sua sede em demasiados potes), enquanto Farioli vai mantendo a sua coerência tática, motivacional e discursiva e assim parece encaminhar-se decisivamente para alcançar o 26º título dos “Dragões” depois do 25 de Abril (contra 26 para terceiros no seu conjunto, divididos entre os 18 do Benfica, os 7 do Sporting e o único do defunto Boavista). Ou seja: Borges pode estar em risco de lhe calçarem os patins (ninguém diria mas Mourinho terá aqui uma palavra a dizer) e Farioli começará a preparar 2026/27 a partir de meados de maio, não obstante a incrível dose de comentadores lisboetas que se esforça por o convencer a abandonar a Invicta e se transferir para o Chelsea. Tão queridos e tão previsíveis!


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