sábado, 18 de abril de 2026

O MUNDO DA CONCORRÊNCIA INTER-NACIONAL

(a partir de https://www.ft.com) 

A partir de informação interativa apresentada pelo “Financial Times” (“China shock 2.0: the countries feeling the ‘Chinese squeeze”), mostro acima aquilo que poderia designar por uma reveladora imagem-síntese do “mundo da concorrência inter-nacional”. Organizada pelos três mais representativos triângulos geográficos ou regionais (Ásia, América do Norte e Europa), a imagem é excecionalmente falante se não atendermos tanto ao seu detalhe quanto ao sentido e intensidade das variações de quota de mercado global registadas nos diferentes gráficos para países determinantes e grandes grupos de produtos. Explico-me: (i) na Ásia, temos os claríssimos ganhos da China e do seu “filhote” Vietname, a consolidada presença da Coreia do Sul, a quase monoespecialização de Taiwan (eletrónica, i.e., chips) e a quebra do Japão; (ii) na América do Norte, constatamos alguns recuos dos EUA e a concentração do México no setor automóvel; (iii) na Europa, observamos as fortes quedas das posições de França, Itália e Reino Unido, uma paralisação da capacidade competitiva da Alemanha (obviamente insuficiente para suscitar o arrastamento de que a União carece) e uma afirmação de alguns países centrais e orientais (no caso, Polónia e República Checa) que é simultaneamente fruto de um notável aproveitamento da respetiva adesão à União e de excelentes resultados em termos de captação de investimento direto estrangeiro (sobretudo no automóvel), em linha confirmadora da tão badalada ideia de um desvio do centro de gravidade para Leste. Aqui fica um descritivo esquemático, que se me afigura elucidativo, do que os franceses intitulariam como um panorama da presente “donne mondiale”.

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