sexta-feira, 10 de abril de 2026

OH MY GOD!

(Stephen Lillie, https://www.theguardian.com) 

Chegam ao Planeta, esta madrugada, os quatro astronautas que a NASA enviou à Lua, após quase cinco décadas de ausência. O objetivo da missão espacial é controverso e as opiniões dividem-se entre os que a consideram um passo importante no plano científico e tecnológico e os que a encaram preferencialmente como um elemento constitutivo do marketing da atual Administração americana. Como quer que seja, e para lá do relativo frisson associado à entrada do foguetão na órbita da Terra a mais de 40 mil quilómetros por hora com uma forçosa redução súbita de velocidade, o que parece de sublinhar é aquilo que se estima possa ser – eu também tenho direito a estas ênfases linguísticas! – a reação dececionada daqueles quatro protagonistas perante o regresso a uma realidade que já se lhes afigurava distante ou até fruto de alguma divagação delirante. Mas uma realidade que, e todos por demais o compreendemos, pouca margem deixa para interpretações minimamente benévolas sobre o que Trump, Netanyahu e Putin andam a fazer ao nosso mundo – um mundo que não mais será o mesmo depois deles e das suas terríveis façanhas.

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