Junto aqui hoje três das várias dimensões que corporizam a “cepa torta” de que não saímos. Acima, e a despeito de tudo quanto se tem vindo a reconhecer como sucessos portugueses na área educacional, o nosso posicionamento em termos de literacia e numeracia médias comparado com um referencial proveniente da quase totalidade dos restantes países da OCDE: penúltimo lugar, apenas deixando para trás o verdadeiro outlier que é o Chile. Abaixo, um gráfico que traduz um dos elementos (no caso, a evolução do número de crianças por mulher) da bomba-relógio demográfica em que nos transformamos nas últimas quatro décadas, fenómeno comum à maioria dos países ditos de alto rendimento mas que conhece um comportamento especialmente negativo no que nos toca. Mais abaixo, um outro tipo de indicador, mais politicamente determinado, que ilustra a insuportável situação que reina no mercado da habitação nacional (no caso, lisboeta, o mais relevante a diversos títulos), com uma estimativa da percentagem do salário médio necessária para se conseguir arrendar um apartamento com um quarto de dormir no centro da cidade a dar conta da loucura que por cá se atingiu (por comparação com Barcelona e Madrid, Milão e Dublin, Amesterdão e Paris). Três áreas de alcance aparentemente diverso mas todas elas marcadas por uma difícil ação governativa e bastante elucidativas quanto ao bloqueamento social e político que impera.



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