Luís Montenegro descobriu em Portugal uma personagem rara e fê-la ministra. Maria do Rosário Palma Ramalho (MRPR) é realmente uma força da natureza: inventiva, para não dizer pouco verdadeira, conservadora, para não dizer reacionária, combativa, para não dizer provocadora, e mediadora, para não dizer parcial. A sua prestação no dossiê da legislação laboral tem-se revelado desastrada na forma e na substância, o que a tem levado recentemente a voltar-se para a Prestação Social Única como sua salvação em nome de uma “evidência de subsidiodependência” que a realidade desmente de modo inequívoco. No geral, MRPR protagoniza a estratégia do PSD que hoje temos, uma formação denominada social-democrata mas que cede em crescendo à extrema-direita na ilusória tentativa de navegar à vista para ir sobrevivendo e conquistando o eleitorado do Chega. Ou muito me engano ou isto não vai acabar bem – só falta apurar se para ela e eles ou se para nós todos...


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