Vem hoje no “Público” e vale o que vale (até pela formulação pouco explícita da questão), mas a verdade é que a sondagem encomendada pelo ECFR diz algo sobre os nossos “brandos costumes” ou, se se quiser, sobre o “pobres mas honrados” com que tendemos a posicionar-nos/apresentar-nos. Assim, e numa matéria tão decisiva de implicações na vida corrente da maioria dos portugueses como é a de aceitar cortes na despesa pública (leia-se, embora não só, nas prestações sociais) em prol de investimento na defesa, 47% dos inquiridos afirmaram-se totalmente ou tendencialmente dispostos a apoiar (contra, p.e., os 32% de espanhóis ou os 22% de italianos ou mesmo os 43% de franceses, os 38% de suecos, os 37% de dinamarqueses ou os 30% de alemães). Solidários? Incorrigíveis? Ou uma simples e reducionista derivação lusitana do “estágio supremo da alienação” de que nos falava Karl Marx?

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