Razões de ordem pessoal/académica trouxeram-me até ao Noroeste da Inglaterra e já me permitiram circular por 3 dos 48 condados do país: “Greater Manchester”, “Merseyside” e “Cheshire”, com destaque para as cidades de Manchester e Liverpool (aliás bastante próximas, distando pouco mais de 50 quilómetros entre si) e para a charmosa cidade de Chester de raiz romana (e com o País de Gales ali à beira). De notar que a Grande Manchester é hoje a terceira zona mais populosa do Reino Unido, depois da Grande Londres e de West Midlands (onde Birmingham é a grande cidade de referência), com a área metropolitana como um todo a rondar valores superiores aos 3 milhões de habitantes (a população da urbe andará acima dos 500 mil habitantes), enquanto Meyerside apenas surge na sétima posição do ranking nacional com uma aglomeração em torno de 1,5 milhões (atrás de West Yorkshire, onde pontua Leeds, e de Kent e Essex) mas detendo a cidade de Liverpool propriamente dita uma população próxima (ou mesmo superior, segundo algumas estimativas) da de Manchester (as duas cidades disputam as posições de terceiro a sexto lugar na tabela inglesa com Leeds e Sheffield). Adiante, porque já basta de números.
Em Manchester (onde os cidadãos locais são designados por mancunians, uma adaptação do nome do forte romano que ali existia) está localizado o “National Football Museum”, que é merecedor de uma visita pelas curiosidades que retrata de forma atrativa e interativa. Além de alusões variadas aos grandes encontros, competições e jogadores da história recente, são especialmente interessantes as referências ao passado secular do desporto-rei no seu país de nascimento em 1863 (com o surgimento da “Football Association” e do seu “Minute Book”, merecendo particular destaque a Lei 10, que rezava assim: Neither tripping nor hacking shall be allowed, and no player shall use his hands to hold or push his adversary), o primeiro vencedor da primeira liga (o Preston North End em 1889) e o banimento do futebol feminino (que emergira durante e após a Primeira Guerra Mundial, quando imensos homens estavam na frente de combate) entre 1921 e 1971, por “totalmente inadequado para mulheres”. De notar, ainda, a presença de inúmeras referências com centralidade em matérias de desportivismo e de criticismo direto às ligações crescentes entre desporto e dinheiro (incluindo menções ao tempo em que era contra as regras da FA ser-se pago para jogar).
Circular por Manchester torna também obrigatórias passagens pelo velho e gigantesco “Old Trafford” (estádio do United, em vias de dar lugar a um outro ainda maior) e pelo recente Etihad (City), o primeiro já meu conhecido desde que lá festejei o golo do Costinha que em 2004 ajudou a levar o FC Porto à conquista da Champions. Deixo abaixo duas imagens de cada um para memória (sobretudo antes que os “azul-celeste” percam alguns dos seus muitos títulos) e do restante falarei noutra ocasião que se proporcione.



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