Deixemos em paz os “cristos” do costume – Luís Neves, Fernando Alexandre e Ana Paula Martins – e concentremo-nos noutras figuras visíveis do universo governativo e laranja.
O primeiro-ministro, sempre apoiado nas instruções do “cara-de-pau” que lhe orienta as Finanças (ainda estamos para ver se suficientemente bem...), prossegue o seu “louva-a-eu”, estou convencido de que convencido ele próprio de que afinal até tem jeito para dirigir o País (para onde é questão que não vale perguntar) – uso abaixo uma expressão de Filipe Santos Costa para melhor elucidar a autêntica revolução fiscal provocada pela sua decisão de baixar alguns escalões do IRS.
Manuel Castro Almeida, a quem reconheço o primado da sensatez, parece não querer destoar e vai de apelar à consciência dos portugueses em matéria de combustíveis.
Gonçalo Matias e Nuno Melo estão verdadeiramente inebriados com o poder que julgam ir ter por muitos e bons, com o primeiro a arvorar-se em “Kandinga” da política e o segundo em jovem empreendedor (nada menos do que instalador de uma fábrica de munições e subscritor de um empréstimo de 7,68 mil milhões de euros).
O líder parlamentar berra e ralha sempre que pode (que, qual "dono deste tudo", entende ser quase sempre) e acaba a mostrar que não tomou chá suficiente em pequeno.
O inenarrável vice-presidente Bugalho, que acumula com a função de porta-voz, leva bem a sério a sua pretensa capacidade estratégica e enche as televisões com o encanto da sua genial estratégia e enxota Passos para lugar menor no tocante aos caminhos do partido.
O presidente da maior câmara municipal do País não acerta uma e tanto chora pelo “drama social” de Lisboa como opta por apoios significativos ao Turismo, enquanto consegue confundir o falecido Jorge Palma com Sérgio Godinho.
E assim vamos resistindo – quem pode contestar a enorme resiliência dos portugueses? – à espera de melhores dias, embora sem que efetivos sinais de esperança assomem à janela do retângulo...







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