Ainda quase a quente, aqui venho saudar a vitória no Jamor do Torreense sobre o Sporting na final da Taça de Portugal. Uma vitória inédita para um clube da 2ª Divisão que assim conquista também o direito de participar na Liga Europa da próxima época e relega o Benfica para as pré-eliminatórias dessa mesma competição. Os golos do maliano Zohi e do cabo-verdiano Stopira fizeram a diferença, mas a maturidade da equipa de Torres Vedras e a falta de ideias e de condição física dos de Rui Borges – “jogam pouco”, diria Varandas do alto da sua grosseira sobranceria... – não permitiu aos favoritos impor a sua maior valia e o peso financeiro do seu plantel e os “lagartos” acabaram vergados neste final de tarde profundamente inesperado em que o mérito esteve todo do lado das gentes de Torres, do treinador Luís Tralhão e dos dezassete jogadores que entraram em campo vestidos de grená (talvez com destaque para o guardião brasileiro Lucas Paes, para o defesa-esquerdo espanhol Javi Vásquez e para o médio brasileiro Léo Azevedo). Parabéns a Torres Vedras e ao Torreense, também por terem rapidamente tirado da primeira fila do camarote os desconsolados presidentes do Sporting e da Câmara de Lisboa que vinham preparados para uma festança e saíram rapidamente e sem glória pela porta dos fundos.

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