Uma figura incontornável para os portugueses da minha geração e que viveram as peripécias históricas do “25 de Abril”, João Abel Manta (JAM) desapareceu ontem aos 98 anos. Autor de cartunes e imagens inesquecíveis sobre aqueles tempos e os seus múltiplos contornos (como as do cartaz “O Povo está com o MFA” que celebrava, nas suas várias declinações, a aliança entre os democratas e o Movimento das Forças Armadas) e sobre o seu significado último (“Liberdade”) e o País como “Um Problema Difícil”, JAM foi um artista versátil (artes plásticas, arquitetura, ilustração, cartunismo) e deixou obras marcantes em todas as suas áreas de intervenção. Gosto sempre de o recordar, para além dos seus cartazes que sempre vou encontrando em casas de amigos e conhecidos, quando em Lisboa passo na Avenida Infante Santo (onde está um Conjunto Habitacional por si projetado) ou visito a Fundação Calouste Gulbenkian e observo as tapeçarias do Salão Nobre por si desenhadas. Bem-haja, João Abel Manta!
sábado, 16 de maio de 2026
JOÃO ABEL MANTA
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