quarta-feira, 22 de julho de 2026

A DIVERSIDADE E MESTIÇAGEM COMO FORÇA COLETIVA

 


(A vitória da força coletiva da Espanha, acomodando todos os talentos individuais que se afirmam e despontam nesta seleção, demonstrou também o contraponto com a inferioridade de outras equipas em que os egos e talentos individuais se sobrepuseram ao coletivo, Portugal incluído. Mas o regresso a casa de La Roja, enchendo as avenidas e praças de Madrid, mostrou também como, neste caso, o futebol suplantou a polarização política que varre a sociedade espanhola. Mas não se trata de um futebol qualquer. A diversidade e a mestiçagem estruturam a sociedade espanhola e, como bem o sublinhou o jornalista Fernando Salgado da VOZ DE GALÍCIA, liderada por um homem exemplar cujas características de “Católico, amante dos touros e espanhol sem complexos” somaram à diversidade atrás referida, não a diminuindo, antes a reforçando. A seleção espanhola é, assim, um exemplo vivo de como a diversidade suplanta sempre a sensaborona monotonia da homogeneidade, neste caso colocando essa diversidade e mestiçagem ao serviço de uma força coletiva exemplar. As rastras de Nico Williams com a sua elástica cabeçada dirigida ao artístico pé esquerdo de Ferran Torres, o catalanismo de Cubarsi, a excentricidade de Cucurella, a contemplação muçulmana de Lamine Yamal, a bandeira galega de Borja Iglesias e a canária de Pedri tudo isso conviveu na insuperável força coletiva daquele conjunto. Que bela metáfora do valor da diversidade e da mestiçagem nos deu a seleção espanhola. E como o jornalista galego rematou como sentença final, durante todo este período nem um pio se ouviu do truculento Abascal. Pudera …)

 

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