terça-feira, 28 de julho de 2026

DA SINGULARIDADE HUMANA

Tinha sabido da existência de Jorge Rocha e do seu livro “O Caminho de Adis Abeba – uma viagem pela singularidade humana” através do nosso comum amigo Nuno Ferrand de Almeida aquando do lançamento da obra na Galeria da Biodiversidade, tendo então podido constatar a quase natural mas enorme erudição e eloquência do autor (que é professor da Faculdade de Ciências do Porto e investigador do Biopolis). Neste início de férias, agarrei-me ao livro e absorvi-o de uma assentada – obviamente, tanto quanto o pode fazer um leigo na matéria em apreço, indiscutivelmente fascinante mas complexa na sua tentativa de fazer evidenciar o modo como “somos diferentes de uma maneira diferente”, mesmo em relação aos primatas que mais se nos aproximam, ou seja, quanto uma especial relação entre a biologia e a “cultura” leva a que nos distingamos em absoluto e a imensos níveis físicos e mentais num processo historicamente acumulado em que a linguagem desempenha um papel determinante – “aquilo em que os seres humanos são exímios é na eficácia com que recorrem aos outros para compensarem a sua ignorância e as suas debilidades”. Um trabalho notável que é também uma extraordinária fonte de divulgação do conhecimento.

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