Capas dos jornais de hoje na Argentina e em Espanha, todas puxando pelas respetivas seleções nacionais na grande final de logo à noite. Sempre salientando Messi e Lamal como as suas grandes figuras simbólicas, os argentinos dirigem-se ao seu ídolo com um “o último que te peço” (e bem podemos dizer que foi ele quem os carregou até aqui!) e os espanhóis, mais coletivos, salientam naquele criativo título da “Marca” a sua vontade de repetir com um “há que lhe dar uma irmãzinha” (para acompanhar, obviamente, a única copa ganha pelo país em 2010). Polémicas e pequenos favorecimentos à parte, e houve-os pontualmente em favor dos argentinos (Messi joga no Inter de Miami, Infantino é subserviente a Trump e o presidente não gosta de Sánchez e adora Milei), a verdade objetiva talvez se possa sintetizar na afirmação de que disputam a vitória as duas equipas mais capazes e completas que passaram pelos estádios americanos, canadianos e mexicanos. Mesmo se o Inglaterra-França de ontem (com um espantoso 6-4!) deixou a ideia de que uma e outras destas seleções também podiam aspirar legitimamente à final, não foram as táticas medrosas de Thomas Tuchel e enleantes de Luis de la Fuente nas respetivas meias-finais. Que vença o melhor!


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