domingo, 9 de agosto de 2026

A UNIÃO DESUNIDA POR CONFLITOS DE AGENDA

 

Os incidentes de Ceuta deram lugar a mais uma de tantas e sucessivas evidências de uma União Europeia capturada pelo taticismo de interesses nacionalistas, ideológicos, partidários e pessoais em combinações variadas e nem sempre completamente inteligíveis. Desta vez as coisas são bem claras e as responsabilidades têm nomes politicamente identificáveis na sua diferença. Por um lado, temos um socialista espanhol (Pedro Sánchez) que resiste acerrimamente, e com bastante frontalidade e coragem, às já longamente prolongadas tentativas da Direita moderada e radical para o afastar. Por outro lado, temos uma populista que tem vindo a parecer em vias de moderação (Giorgia Meloni) mas que agora carece de temas e pretextos para um processo eleitoral que se aproxima e onde joga grande parte do que pode vir a ser a sua carreira política. Num papel alegadamente arbitra, temos a Comissão Europeia (comandada por Ursula von der Leyen e pelo Partido Popular Europeu) a procurar aproveitar todas as oportunidades que se lhe oferecem para mostrar que tem a situação debaixo de controlo, o que está bem longe de ser o caso, tanto mais que a sua line to take varia em função da força do ladrão que lhe surge na ocasião. E assim vamos... até que a morte nos separe?

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