Entretanto, o excelente jornalista económico do “Público” Victor Ferreira abalançou-se a um balanço, entrevistando o alegado “idiota” inicial (António Costa Silva), ele que foi rapidamente ultrapassado pelas artimanhas de Costa e dos especialistas do costume (no caso, representados por Fernando Alfaiate), e Ricardo Paes Mamede (um economista capaz e conhecedor da matéria), a despeito de ter sido pena que não tivesse alargado o seu espectro de opiniões recolhidas com alguém a Norte ou a Centro que pudesse trazer alguns apontamentos diferenciados. A conclusão que retirou surge bem sintetizada no título seu artigo (“Quem te viu e quem te vê”), o qual merece uma leitura cuidada para ajudar a que melhor se entendam as razões de uma oportunidade novamente perdida (ou quase, porque se salvaram alguns projetos específicos e a circulação de dinheiros que alimentou o crescimento do PIB nacional). Adicionalmente, Sérgio Aníbal traz também alguns elementos de análise relevantes num artigo em que salienta justamente que “Portugal terá de substituir PRR para travar efeitos negativos nos serviços públicos e produtividade”.
E assim vamos de nenúfar em nenúfar até que a Política de Coesão nos feche as portas quase escancaradas que nos têm proporcionado enganosas manifestações de fartura assentes em dinheiro fácil e novo-riquismo e não políticas públicas baseadas em escolhas seletivas e judiciosas que pudessem contribuir efetivamente para uma maior e mais consolidada prosperidade.



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