quarta-feira, 12 de agosto de 2026

O CEGUINHO E O MIÚDO-MARAVILHA

Começou no último fim de semana a festa do povo, o campeonato nacional de futebol. Uma primeira jornada bem aventurada para os meus lados, já que os três principais rivais empataram todos a duas bolas (o Benfica com a agravante de ter sido em casa, embora sem assistência por justas razões pirotécnicas, e o Sporting com a agravante de já na segunda parte ter chegado aos 2-0 na Amadora e se deixar depois sofrer dois golos dos visitados). Mas a festa também continua a estar do lado dos árbitros, quer de quem os nomeia (segundo critérios incompreensíveis e que às vezes apenas parecem pretender ser provocação) quer das suas prestações em campo. A este nível, e a despeito dos protestos desencontrados vindos da Segunda Circular, a verdade é que foi novamente Luís Godinho o maior protagonista da jornada ao repetir no Dragão a façanha do ano anterior de não ver dois penáltis tão claros que até um VAR tão habitualmente parcial como Bruno Esteves se viu obrigado a bufar ao seu ouvido para não ficar igualmente péssimo numa fotografia tão óbvia.
 
Entretanto, agosto ainda vai a meio e a janela de transferências está longe de fechar (repito que este procedimento é uma vergonha!), pelo que tudo e um par de botas ainda pode ocorrer por aí. De momento, o Sporting parece muito contente com o encaixe financeiro que já logrou e as novas aquisições dão sinais positivos de uma eficaz recomposição do plantel (apesar de haver interessados em Gonçalo Inácio, Geny Catamo e Maxi Araújo, além dos problemas disciplinares de Luis Suárez poderem ainda obrigar a uma venda forçada), o Benfica já contratou e descontratou cerca de uma dúzia de defesas-centrais e abriu uma questão estranha com o guarda-redes titular (Trubin) e o FC Porto continua a braços com uma procura de liquidez para retocar o plantel com um defesa-esquerdo, um ponta-de-lança e um médio que saiba sair com bola da sua área (o que estará em vias de ser minimamente garantido através da venda à Roma de uma “pérola” como Rodrigo Mora que não encaixa no esquema tático de Farioli e no resultadismo que os responsáveis do clube claramente privilegiam, provavelmente bem) – espero sinceramente que o miúdo tenha o maior dos sucessos profissionais e que a compreensível revolta de algum portismo venha a ser compensada com vantagem visível pela competência e perspicácia de André Villas-Boas...


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