terça-feira, 19 de agosto de 2025

A DIREITA QUE FAZ FALTA

 

Este agosto de 2025 foi marcadamente local para os meus lados, dividido entre duas paragens bem diferenciadas de sol e praia com umas pitadas citadinas, por um lado, e de campo e suas dimensões bucólicas e relaxantes, por outro. Destinos próximos onde tenho aprendido a gozar férias de modo diferente daquele a que me habituara numa fase anterior da vida e que, obviamente, não dispensam o aproveitamento de outro tipo de oportunidades que me possam levar a ver e sentir mundos mais longínquos. Hoje despeço-me do primeiro desses destinos, a Póvoa de Varzim, este ano estranhamente irreconhecível porque mais quente e menos ventosa do que a fomos caraterizando à luz de anos de experiência estival. E daqui quero lavrar o meu protesto contra os danos paisagísticos cada vez mais provocados pelos cartazes políticos, seguramente já tornados inócuos (para não dizer contraproducentes) aos olhos dos cidadãos que pretendem cativar – com a agravante de a principal praia varzinista nos estar este ano a receber com dois desses cartazes que quase aparentavam ter sido escolhidos de entre os piores e mais repulsivos de todos os existentes, apenas tendo os veraneantes escapado a um daqueles monstruosos proclamadores das demagogias e dos ódios de Ventura acompanhado por algum dos seus muchachos; em todo o caso, não deixa de ser obra a passagem de dias seguidos a dar de frente com a repetitiva e vazia mensagem de uma CDU em serviços mínimos mas exaltando um “futuro de confiança” (?) e, sobretudo, com “a direita que faz falta” (?) apregoada por um convencido e incapaz Nuno Melo encostado à sombra de Montenegro para disfarçar a sua total inexistência política...

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