(Luís Afonso, “Bartoon”, https://www.publico.pt)
Agosto chega ao seu fim e assim se começa a esboçar a rentrée. Boa parte da “malta” ainda está a banhos, gozando maioritariamente o Algarve e as suas inexcedíveis condições turísticas, hoje por hoje cada vez mais dependentes do contributo dos cidadãos não nacionais que para cá vieram em busca de melhor vida. Por outro lado, e habitando um outro “planeta”, os nossos agentes políticos entretêm-se na extensão da sua nobre missão de darem música aos restantes portugueses, deles mais alheados do que nunca. O cartunista Luís Afonso ajuda-nos a ilustrar, entre matérias por demais sérias (como o sempre adiado reconhecimento do Estado da Palestina), necessidades inventadas (como o anúncio do regresso da Fórmula 1 a Portugal por parte do primeiro-ministro) e agências de emprego que continuam a florescer como cogumelos numa indesmentível demonstração de que os nossos cursos superiores têm muitas e boas saídas (vejam-se as Universidades de Verão dos partidos). Pois que o fim-de-semana encerre a silly season em paz – com o Governo, Montenegro e a ministra da Administração Interna “ao leme”, e Marcelo sempre atento à instalada “coordenação espetacular”, para que os incêndios não provoquem mais desgraças e estragos – e nos traga em boa hora a normalidade igualmente silly, e sobretudo desgovernada, que sem apelo nem agravo nos abraça carinhosamente o ano inteiro.

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