sábado, 2 de agosto de 2025

GYÖKERES E FÉLIX, WHAT ELSE?

(showmaxnaija, https://www.instagram.com e PlutaKuba, https://x.com)

Deixando a escolha da melhor versão ao cuidado dos apaniguados, aqui venho apenas expressar um mui amargo e dececionado protesto (embora destituído de quaisquer ilusões quanto ao modo como o mesmo será recebido e destratado): pois que o facto é que, tendo eu nesciamente por assumido que o final do mês de julho encerrava os dois folhetins de péssima qualidade que diariamente animaram por completo os círculos desportivos e noticiosos nacionais – a saída de Gyökeres do Sporting, da orfandade que suscitou às evidências de um sueco cujo caráter deixa a desejar e de um Varandas que manifestamente tem mais olhos do que barriga, e o abortado regresso de João Félix ao Benfica, alimentado por tantos ângulos de análise possíveis e imaginários que afinal sairiam invariavelmente furados perante o aceno de petrodólares por parte do Al-Nassr e os mimos prometidos ao carente jogador por Jorge Jesus e Cristiano Ronaldo –, eis senão quando me deparo com uma nova temporada de enredos foleiros em torno dos dois figurões em causa: por uma banda, a ingratidão do Viktor, as suas férias na praia de Maiorca, a multa por ele sofrida, as suas relações íntimas, o seu fervor arsenalista, a sua estreia pouco auspiciosa em Hong-Kong, a feroz concorrência que lhe fará Havertz, as dúvidas de Arteta sobre o seu lugar no banco e por aí adiante numa interminável sucessão de especulações e obsessões sem sentido; por outra banda, a arrogância de João, as suas digressões estivais entre Miami e Tóquio, o seu vedetismo e preguiça, a sua atração pela bajulação endinheirada, o reforçado seguro de vida dos Sequeiras de Viseu, o seu encantamento pelo regime saudita, a sua desconsideração em relação a Bruno Lage, a forma que Jesus lhe fará retornar a forma a bem ou a mal, o seu lugar insubstituível nos convocados da Seleção e por aí adiante numa ininterrupta série de desinteressantes e maníacas conjeturas. Ontem à noite, o “Now” colocou mais um marco imparável na consagração deste Portugal futebolístico que continua praticamente reduzido à Segunda Circular e ponto final, conseguindo a proeza de dedicar duas horas a uma ridícula entrevista a Luís Filipe Vieira (iniciada com reportagem à porta da sua residência e finalizada nas escadas de acesso aos estúdios perante um protagonista que já não podia com uma gata pelo rabo) a propósito da sua ambicionada candidatura à presidência do Benfica (tema que vai seguramente dominar o próximo trimestre, sobretudo se o Nice fizer o favor de enviar os “encarnados” para a Liga Europa). E sabem que mais? É que não adianta reclamar...

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