domingo, 17 de agosto de 2025

JOAQUIM OLIVEIRA

Parecerá talvez pouco ortodoxa esta minha referência a Joaquim Oliveira (JO) neste espaço habitualmente consagrado a incursões centradas em factos ou personagens de outro tipo. Mas a verdade é que, tendo conhecido bem o homem nas suas múltiplas facetas e dimensões, entendi que lhe deveria aqui dedicar uma espécie de seu-a-seu-dono que não limitasse o seu desaparecimento ao “pioneiro do futebol na TV” que foi nem ao empresário habilidoso que também soube ser. Com efeito, o JO que conheci era um homem que definiria como o fruto de uma combinação entre uma essência generosa e afetuosa e uma presença astuta e sagaz; ademais, e porque também senhor de uma forte personalidade, JO conseguia ser carismático e convincente sem necessitar de muitas palavras e argumentos. A relação de amor-ódio que manteve ao longo da vida com Jorge Nuno Pinto da Costa justificaria um estudo sério e profundo não apenas sobre as respetivas componentes conjunturais, mais ou menos rocambolescas mas marcadamente explicativas de muita(s) história(s), como sobretudo quanto à natureza do género humano e dos comportamentos por ele determinados. Sendo que se me arreigou a crença de que o balanço que devo fazer da passagem de JO integre a amizade e os valores humanitários em lugar de centralidade não negligenciável.

Sem comentários:

Enviar um comentário