quinta-feira, 7 de agosto de 2025

DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

(Fiona Katauskas, https://www.theguardian.com)

Mais um dia impróprio para atividades bloguistas. Fico-me por uma referência básica às perplexidades que marcam esta nossa presente vivência num mundo em manifesta transição, no caso tecnológica e traduzida pelos respetivos efeitos em termos de modos de vida e organização social. Há os que pertinentemente se surpreendem e fascinam com as autênticas façanhas logradas pelos dispositivos, mecanismos e instrumentos que não param de nos ser disponibilizados pelos avanços das novas tecnologias, sendo a inteligência artificial o mais generalizado desses espantosos produtos que, como alguém escreveu, “condensam magicamente os múltiplos saberes humanos disponíveis ao sabor de um mero clique” (não será exatamente assim, diria eu, já que os outputs decorrentes desses cliques não deixam de exigir um cuidadoso acerto nas perguntas e no tratamento das relativamente primárias e preguiçosas respostas da máquina). Mas como sempre sucede em fases de significativo grau de mutação há também outros que plausivelmente duvidam da eficácia e/ou do bem fundado das transformações em presença, atentos os respetivos impactos imediatos ou previsíveis em termos económicos, sociais, ambientais, culturais ou políticos. Não estou bem certo de que seja no meio que estará a virtude, mas a verdade é que me posiciono dificilmente entre o infinito e o zero para que me vão remetendo os encantados utilizadores e os arautos da desgraça, com os supostos especialistas (em especial, tecnólogos e sociólogos) profundamente divididos e mergulhados em discursos amiúde contraditórios. Voltarei a este assunto.

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