Dia longo e intenso na sequência da infortunada morte de Jorge Costa, atualmente diretor do futebol profissional do FC Porto e durante anos um extraordinário jogador que foi seguramente o mais titulado de sempre no Clube (8 Campeonatos, 5 Taças de Portugal, 5 Supertaças, 1 Liga dos Campeões, 1 Taça UEFA e 1 Taça Intercontinental) e ostentou fervorosamente a braçadeira de capitão da sua equipa. Jorge Costa ficou assim ligado a muitos dos maiores sucessos nacionais e internacionais do seu clube de coração, nenhum portista esquecerá o seu contributo para tal decisivo e a forma como disputava em campo cada lance até à última gota de suor – a alcunha de “Bicho” vem precisamente desse modo de estar inquebrantável que justifica a corrente humana que o quis homenagear hoje no Dragão, cada um a seu jeito mas todos visivelmente gratos e comovidos. André Villas-Boas era também um homem desolado, muito pela perda do amigo e homem de bem mas também pela sua impotência perante mais esta dose de adversidade que lhe caiu em cima exatamente quando reconstruía cuidadosamente o plantel para a nova época, contando com a experiência, o saber e a serenidade de Jorge Costa para os seus objetivos primeiros de regresso às vitórias azuis-e-brancas. Como é mais do que óbvio, e no que me diz respeito, o desaparecimento de Jorge Costa só reforçará a memória de todas as conquistas de que foi protagonista essencial e que são necessariamente uma parte importante e inesquecível do meu património pessoal de impensáveis alegrias desportivas.
Sem comentários:
Enviar um comentário