(Patrick Blower, https://www.telegraph.co.uk)
Mas que raio de mundo é este em que dois autocratas de má índole se arrogam o direito de definir a seu bel-prazer os destinos de milhões dos seus irmãos ditos em Deus?
O encontro de hoje entre Trump e Putin no Alasca releva de uma gigantesca desfaçatez e é um autêntico hino ao atropelo grosseiro e intolerável de uma ordem internacional que ambos pretendem afrontar por força de um narcisismo doentio e de um expansionismo patológico.
E, portanto, que raio de mundo é este que implicitamente concede ao primeiro o direito a sonhar com um Prémio Nobel da Paz e ao segundo o de ameaçar em permanência a estabilidade do Velho Continente?
E, ainda, que raio de Europa política e das nações é esta que se deixa humilhar pelos eixos do mal que a cercam, apenas suplicando a Trump a sua permissão para que pudesse ser parte do manjar negocial?
Os olhos da comunicação social de todo o planeta estão hoje voltados para o que virá dessa inqualificável reunião do Alasca, onde quase tudo pode acontecer num sentido ou no outro. Mas uma coisa é certa, o que quer que emirja da mesma: nada de bom e/ou confiável resultará, pelo que Zelensky terá necessariamente de prosseguir a sua terrível missão em torno da sobrevivência ucraniana e a União Europeia não logrará alcançar uma qualquer margem adicional de manobra para enfrentar os reptos e as adversidades de que tão tardiamente se deu conta.
(Emilio Giannelli, http://www.corriere.it)
(Ella Baron, https://www.theguardian.com)



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