O futebol português prossegue a sua caminhada em direção ao descrédito definitivo e à correspondente e merecida irrelevância. Então não é que o designado melhor árbitro português da atualidade (João Pinheiro, JP), um profissional que está incluído na short list dos juízes europeus a marcarem presença no próximo Mundial, se permitiu a demonstração de falta de mínimos – de personalidade, de decência, de caráter ou todos? – que ontem deixou patente em Ponta Delgada! Com efeito, JP permitiu-se a inocência incompetente (?) de aguardar 12 minutos pela opinião do VAR Rui Silva – esse sim, o verdadeiro artista! – que o levou a ir rever o lance em que ficou patente um pelo encravado do sportinguista Hjulmand e, não contente com isso, optou covardemente por validar de cruz aquela opinião que naturalmente os seus olhos de conhecedor técnico estavam a recusar. Se a tudo isto somarmos as acusações do Sporting a João Pinheiro – alegadamente, o único árbitro que dirigiu uma maioria de jogos dos “lagartos” com desaire, um dado de inculpação delirante vindo do inenarrável Varandas –, a fraca índole de Pinheiro fica ainda mais largamente à prova. Quanto ao mais, registo com tristeza que o mirandelense Rui Borges já foi conquistado pela tendência para a mentira descarada que reina em Alvalade/Alcochete (ele não viu?) e que Portugal já não irá certamente ter um responsável vestido de negro nos estádios americanos, tal foi o caráter escandaloso e internacionalmente divulgado dos factos que ontem empurraram o Santa Clara para fora da Taça de Portugal em benefício do Sporting. Entretanto, impera o silêncio junto dos diversos homens que ocupam os bastidores do mando da arbitragem nacional e sabe-se que Pinheiro está nomeado para dirigir o próximo jogo do FC Porto em Alverca – será tal admissível nas circunstâncias traumáticas de que necessariamente o dito ainda não estará psicologicamente libertado?

Sem comentários:
Enviar um comentário