segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

UM INDICADOR

Muito se tem falado sobre a consistência da economia portuguesa, por parte de alguns mais voluntaristas e otimistas, e das deficiências da sua especialização internacional e correspondente necessidade de produzir esforços no sentido de promover o seu upgrade, por parte dos mais lúcidos e realistas. O gráfico que aqui vos trago hoje provem de um estudo recente da OCDE sobre as cadeias de valor no mundo e é bastante eloquente quanto a um dado pujantemente comprovativo daquelas deficiências: a muito significativa concentração das exportações nacionais – 4º maior índice no conjunto dos 38 países ditos desenvolvidos (no caso, os integrantes da OCDE) e 2º maior no quadro dos 22 parceiros da UE que integram a OCDE. Curiosamente, a sempre badalada exemplaridade da Irlanda leva aqui um pequeno rombo, ao ser posto em destaque a sua liderança na matéria e, portanto, uma fragilidade potencial que não será desprezível e vai ao arrepio das situações bem mais diversificadas que sucedem com Alemanha, Itália, França, Países Baixos e Espanha, assim como em menor medida com Bélgica, Áustria, Dinamarca, Suécia, Chéquia e Polónia. Um indicador não passa disso mesmo mas sempre há de servir para indicar alguma coisa...

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