sexta-feira, 14 de maio de 2021

A RENÚNCIA DE PAULO CUNHA

Não estou por dentro das razões de fundo que levaram o Presidente da Câmara de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, a decidir não apresentar a sua candidatura ao terceiro mandato que estava ao seu alcance legal e efetivo. Posso apenas sublinhar que o fez com transparência e dignidade, quer no plano dos seu comprometimento com os eleitores, quer no plano da sua relação com os colaboradores camarários, quer no plano das suas responsabilidades partidárias — sem grandes alardes, tornando coisa óbvia que haja políticos que não resistem até ao último segundo nos lugares que ocupam, especificando que regressaria naturalmente ao seu lugar profissional de origem, declarando que iria completar as suas atuais funções no PSD, garantindo que não prescindiria de continuar a fazer uso dos seus direitos de cidadania, falando ainda de razões pessoais que são só suas. Conheci pessoalmente Paulo Cunha e tive até oportunidade de com ele trabalhar de perto no âmbito do Conselho Regional do Norte (de que foi presidente), da CIM do Ave e da própria atividade do Município; além de um servidor público empenhado e estrategicamente focado, i.e., de um dos mais capazes autarcas em exercício, Paulo Cunha revelou-se-me também, inquestionavelmente e sobretudo, uma pessoa de bem e um homem de caráter, alguém cujo modo de estar transmite confiança e constitui exemplo. Por isso sublinho que vai fazer falta e faço votos para que possa regressar tão breve quanto o possa querer e esteja ao alcance dos seus valores.

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