domingo, 30 de maio de 2021

TUDO AZUL, PELO MENOS ATÉ VER!

Final da Champions no Dragão, a mais bem disputada dos últimos anos (quer em qualidade de jogo, quer em emoção). Venceu o não favorito Chelsea, mais equipa em termos coletivos, com mais capacidade de variação de jogo, com melhor defesa e com mais soluções ofensivas. E, sobretudo, com dois médios fora de série, N’Golo Kanté (o melhor em campo, simplesmente fabuloso) e Jorginho, e com um treinador muito capaz e em plena afirmação, o alemão Thomas Tuchel que venceu taticamente Pepe Guardiola (incompreensível como este parte para um jogo destes sem um equilibrador no meio-campo!).

 

Além disto, o essencial do ocorrido no relvado, o resto foi o espetáculo nem sempre agradável dos fãs ingleses pela Cidade (apesar de tudo, essa dimensão nem correu mal de todo quando comparada com a habitual selvajaria dos ditos) e o ruído político em torno da realização do evento em terras portuguesas e com assistência de mais de 14 mil adeptos em campo (entre o silêncio comprometido do Governo, enredado nas suas incumpridas promessas de bolhas e demais garantias, os críticos da excecionalidade dirigida a este caso, quando toda a época futebolística nacional foi jogada em recintos fechados ao público e quando a vacinação começa a permitir aberturas relativamente seguras, e as extemporâneas referências negativas de Marcelo ou as deslocadas bocas de Rui Rio). Espero bem que o vírus possa demonstrar que não existiram razões fortes para que a atividade turística da Cidade possa ter tido o benefício de uma dinâmica que já não acontecia há mais de um ano!


 

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