quinta-feira, 13 de maio de 2021

COM ATENUANTE, A PRESTAÇÃO DE VIEIRA?

(Henrique Monteiro, http://henricartoon.blogs.sapo.pt)

Luís Filipe Vieira (LFV) esteve esta semana na Assembleia da República, respondendo perante os deputados da “Comissão Eventual de Inquérito Parlamentar às Perdas Registadas pelo Novo Banco e Imputadas ao Fundo de Resolução” na sua qualidade de presidente do Conselho de Administração da “Promovalor” e não na que foi insistentemente recordando como igualmente sua, a de Presidente do Sport Lisboa e Benfica. As pérolas que produziu no Parlamento foram variadas e criativas, pelo que recomendo uma leitura detalhada das atas respetivas para melhor registo e ponderação; ainda assim, ficam acima identificadas algumas ilustrações que julgo suficientes para caracterização da peça em presença — apreciei, especialmente, aquela formidável afirmação segundo a qual “imparidades são os bancos que fazem, não sou eu” (então e os quase 100 milhões de euros de “reforços” contratados para esta época em que o seu clube ia arrasar?). Não obstante tudo isto, entendo que este post não pode com justiça dirigir-se severamente a um LFV que deu a cara e procurou responder, ainda que dentro das suas visíveis limitações cívicas e técnicas e sempre com a incessante ajuda de um acompanhante, às perguntas que lhe foram dirigidas quando outros houve — e o exemplar máximo, e altamente provocador, foi o senhor que abaixo surge retratado (Bernardo Moniz da Maia) e que elucidou os portugueses quanto à desfaçatez e à efetiva capacidade empresarial dos “devedores ricos” do sistema BES; o que não significa de todo que LFV seja um pobre inocente apanhado num oceano de pedidos de favor e outras jogatanas a que gosta de chamar negócios...


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