Os jornais da manhã (ver acima) apontavam para um chumbo pré-anunciado da moção de censura apresentada pelo Governo – santa inocência! De facto, gastei uma boa parte da tarde a assistir ao debate da dita no Parlamento, seguramente um dos episódios mais grotescos a que foi sujeita a democracia portuguesa. À hora a que escrevo este post, a sessão está interrompida por proposta potestativa de Paulo Núncio (quiçá o seu momento de glória nesta sua ridícula passagem pelo hemiciclo, diga-se), na expectativa de algum possível entendimento de última hora e após todo um tempo de recuo em recuo por parte de Montenegro (visivelmente incomodado ou até comprometido) e do PSD (com Hugo Soares a ser protagonista de uma das suas piores prestações da legislatura) – na realidade, o espetáculo de acusações mútuas foi bastante penoso, embora me tenha parecido, tão objetivamente quanto o consegue perspetivar alguém que arrasta a sua circunstância mas também que considera lamentável todo este processo, que a posição do PS e da maioria dos partidos de Esquerda (Bloco e Livre, principalmente) se tenha mostrado de maior alcance pedagógico e coerência perante os eleitores, tanto mais que as hostes governamentais acabaram por deixar evidenciado que andaram a fazer bluff e que a passagem do tempo só ia aumentando o seu desconforto (as sondagens matinais e do início da tarde terão de algum modo contribuído para tal?). Deliberadamente, escolho enviar para publicação este testemunho, mesmo antes de se conhecer o resultado final de um jogo pouco decente – sobretudo porque o péssimo já foi alcançado por mor da exibição aos olhos de todos dos pecados político-democráticos que dominam este país.
terça-feira, 11 de março de 2025
ELE(S) NÃO TE(Ê)M M(N)OÇÃO!
(Henrique Monteiro, http://henricartoon.blogs.sapo.pt)
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