sexta-feira, 26 de outubro de 2018

A BOCA DE MACRI


Desde que me conheço a acompanhar o futebol argentino que se me tornou de especialíssimo interesse a brutal rivalidade existente entre o Boca Juniors e o River Plate. E como o nosso amigo Urbano era fã do Boca e o “La Bombonera” possuia o merecido estatuto de estádio mítico, acabei a assumir para comigo próprio uma certa preferência pelo Boca, a qual só estremeceu ligeiramente devido à simpatia que me passaram a merecer as origens riverianas de Lucho González. Um e outro daqueles dois clubes tiveram no passado recente o seu período de crise, tendo até o River chegado a descer de divisão. Ambos recuperaram e, na corrente época, ambos se apuraram para a Taça Libertadores da América (a Liga dos Campeões sul-americana) e nela fizeram carreira até chegarem às meias-finais.

É aqui que entra em campo o presidente argentino, Mauricio Macri, ao vir sugerir publicamente a sua vontade de que não se venha a concretizar uma final entre aqueles dois grandes colossos do seu país (seja para evitar que demasiados fiquem três semanas sem dormir seja para evitar que os fãs do eventual derrotado fiquem traumatizados durante vinte anos, explicou). Sea lo que sea, o facto é que a divina providência parece estar a encarregar-se de ir ao encontro do desejo presidencial, ademais em desfavor do River e em favor do seu clube de eleição, o Boca: na verdade, o River Plate perdeu a primeira mão em casa contra o Grémio de Porto Alegre (0-1), enquanto o Boca Juniors venceu o Palmeiras por 2-0 (com dois golos de Benedetto já perto do final da partida) – tudo parece encaminhar-se, pois, para uma final Boca-Grémio. A ser assim, o que não acredito de todo é que Macri vá prosseguir na defesa dessa ideia peregrina de puxar pela vitória do Grémio de Adriana Calcanhotto...

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