Está prestes a começar a campanha eleitoral da segunda volta das Presidenciais. Que ou muito me engano, ou não terá grande história para ser contada. Convém, no entanto, ir dando baixa das posições adotadas pelos notáveis da nossa praça, especialmente porque está em causa “o sistema” (que, no caso, corresponde ao lado bom) versus o desejo da sua destruição por populismos erráticos e extremistas. Depois de alguns a quem já me referi noutro post, ontem registei com agrado as posições de Rui Rio e de alguns “históricos” do CDS (como Lobo Xavier, Pires de Lima, Diogo Feio e Mendes da Silva, muito críticos em relação à sua direção e, designadamente, ao matarruanismo reacionário – as palavras são minhas – de Paulo Núncio). Ao invés, tivemos o ADN – de que Joana Amaral Dias se tem servido para a sua absurda cruzada de notoriedade pessoal e partido esse que também a tem utilizado em proveito próprio (proveito que tem sido assaz diminuto, diga-se de passagem) – a declarar apoio a Ventura e a assim forçar necessariamente a psicóloga clínica e comentadora a vir a terreiro para esclarecer onde se situa se não quiser ser confundida com uma tomada de posição tão contraditória com a sua prática de intervenção política mais reconhecida. Uma palavra ainda quanto aos nossos queridos governantes, vários deles certamente bastante contrariados pela obrigatoriedade de um silêncio ensurdecedor para não comprometer ainda mais o seu primeiro-ministro, e outra dirigida a um Cotrim que chegou a parecer o candidato mais imaginativo e declarativamente transformador mas que acabou afetado pela incandescência da sua ambição e por acusações a que não soube responder com transparência e tranquilidade. Por fim, saliente-se que ainda se aguardam mais algumas palavrinhas a virem (espera-se) de pessoas decentes e respeitadas que não podem nem devem ficar caladas.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
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(Henrique Monteiro, http://henricartoon.blogs.sapo.pt)
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