terça-feira, 20 de janeiro de 2026

IT’S A MAD, MAD TRUMPIAN WORLD

 



(O mundo e particularmente a União Europeia, diretórios técnicos e principais lideranças nacionais, começam finalmente a cair na realidade de que nunca terão lidado com uma personagem tão errática, instável e perigosa como o presidente americano que nos calhou na rifa e que os americanos, ainda que avisados, escolheram para conduzir os seus destinos. Fazendo fé no que os jornais de todo o mundo nos anunciam, a guinada de Trump em relação à Gronelândia dever-se-á alegadamente ao facto da “Noruega” não lhe ter atribuído o Nobel da Paz (Trump não consegue conceber a existência de um Comité Independente, isto diz bem do rumo que os EUA estão a trilhar. E, em cascata com essa estranha bravata, Trump terá ficado aborrecido com os pronunciamentos relativamente à Gronelândia e, dito e feito, investe desabridamente com aumento de direitos aduaneiros sobre a Europa, agora com foco na mais recalcitrante França. Nas mais modernas e competentes Escolas de formação de líderes políticos e de exploração da ciência política, ninguém por certo estudou comportamentos aconselháveis de lidar com um mundo louco, tão louco como este. Sim, de facto, pode questionar-se como é que nos devemos comportar em geral com alguém imprevisível, errático e que usa a guerra comercial externa para domesticar as suas frustrações ou irritações de momento? Está alguém preparado para isto? As lideranças europeias começam a compreender que a vassalagem, tipo Maria Corina Machado, não será a melhor e mais eficaz maneira de tratar esta figura e agir em conformidade. O povo português diz frequentemente que “quem mais se abaixa …”, mas será que a psicologia dos comportamentos e até a psiquiatria terão alguma coisa a dizer-nos? As escolhas de lideranças foram concretizadas para um mundo de gente previsível. O melhor exemplo é o de Mark Rutte na NATO. Como é que este homem de piruetas inimagináveis vai gerir o conflito aberto dentro da própria NATO?. Será que toda esta indeterminação vai gerar efeitos na ciência política?).

As minhas desculpas, mas as coisas não estão para menos.

Por hoje são só interrogações!

 

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