Primeiro dia do Novo Ano, após uma noite calma de passagem para 2026. Ainda assim, um dormir e um acordar tardios. Agora que os netos já mexem pela casa e o peru já espreita na mesa, é escasso o tempo disponível para as atividades de blogue e apenas sobra o necessário para uma abertura anual centrada numa mensagem mais voluntarista e inocente do que marcada por uma probabilidade realista. Sobretudo porque a compaixão, a bondade e a esperança da maioria dos cidadãos de pouco parecem poder servir para inverter a divisão, o oportunismo e o desespero provocados pela agressividade, pela indiferença e pela ganância de senhores do mundo hoje constituídos num eixo do mal nunca visto nas oito décadas subsequentes à criminosa aventura do nazismo. Resta-nos fazer pela vida e olhar para e pelo próximo, além da firmeza de atos e gritos de denúncia cuja procedência parecerá inviabilizada sem que de todo em todo o venha a estar efetivamente (como bastas vezes a História demonstrou com mudanças de rumo imprevistas e virtuosas). Não nos resignemos, pois, e acreditemos que a força do exemplo e a autoridade dos valores possam acabar por imperar...

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