Qualquer que seja a versão mais aproximada da realidade que levou María Corina Machado a oferecer a sua medalha de Prémio Nobel da Paz ao autocrata narcísico (ou narcisista autocrático) que está a desconstruir o mundo – um mundo que já por si não constituía um espaço especialmente recomendável mas ainda funcionava de acordo com mínimos em termos de cumprimento de regras –, a verdade é que tal representa uma vergonha sem nome.
Nada – nem sequer o medo ou o patriotismo – pode justificar um ato absurdo desta natureza, um ato que desconforta e descredibiliza o Prémio e a entidade que o atribui, que classifica o caráter da ex-laureada, que apouca a Venezuela e que certamente enche de vergonha alheia uma imensa maioria dos cidadãos do Globo.
Sobre Trump e a ligeireza com que aceitou a “homenagem”, escasseia muito de novo a acrescentar ao tanto que tem vindo a ser dito a propósito de um dos seres mais indecentes e desprezíveis que Deus alguma vez pôs na Terra.
Assim quero deixar o registo de um sentido grito de alma!


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