sábado, 3 de janeiro de 2026

TRUMP, SEMPRE ELE...

É no mínimo desconfortável acordar com a notícia de mais uma agressão à ordem internacional por parte do país que a gerou e comandou durante décadas. Donald Trump, o putativo Nobel da Paz, avançou para a Venezuela pretextando narcoterrorismo por parte do seu presidente Nicolás Maduro, alegado chefe de uma organização criminosa a atuar no tráfico de drogas. Assim duvidosamente contornadas as exigências constitucionais internas, Trump prossegue a “missão” policial no mundo que atribuiu a si próprio e faz regressar à boca de cena o velho “imperialismo americano” que se julgava enterrado. Entretanto, e com o aprisionamento de Maduro (para julgamento nos EUA?), fica criada uma situação política de facto que desejavelmente poderá fazer com que a normalidade democrática e vivencial regresse àquele país profundamente tomado pela desordem de um insuportável regime chavista. A ser assim, teremos um bem a vir por mal – porque a vinda desse bem, se vier em vez de um também possível quadro de caos e saque, não pode escamotear o uso da força e da desordem internacional que lhe ficará subjacente. Quem diria que ainda seríamos de algum modo levados a defender indiretamente a legitimidade do indefensável Maduro?

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