O conjunto de exercícios apresentado confirma no essencial a enorme incerteza que preside às Presidenciais em curso, fazendo delas o ato eleitoral mais indefinido de sempre na história democrática do nosso País. Avanço hoje com algumas conjeturas conclusivas que deles infiro.
Por um lado, e concatenando as ordenações alcançadas nas distintas sete hipóteses formuladas atrás (quadro imediatamente abaixo), verifica-se ser Marques Mendes o maior favorito (três verdes-escuros e dois verdes-claros, além de nenhum vermelho) e que é Gouveia e Melo quem parece mais afastado de uma presença na segunda volta (só um verde-escuro e quatro vermelhos), enquanto Ventura e Seguro se apresentam em condições bastante equivalentes (ambos com um verde-escuro e um vermelho, embora Seguro com três verdes-claros contra dois do adversário). Mendes contra Ventura ou Mendes contra Seguro?
Por outro lado, e à luz do que deles foi decorrendo em termos analíticos, pode assumir-se o risco de ensaiar uma conjetura aritmética decorrente de uma ponderação dos resultados precedentes considerada razoável (três quartos para o cenário-base e variações marginais e um quarto para as variações diferenciadas). Neste quadro, a conclusão, embora persistindo o caráter renhido da luta eleitoral em presença, acaba por não diferir da inicial, tendendo a apontar como precariamente mais provável uma passagem à segunda volta de Mendes e Ventura (quadro abaixo).
Amanhã concluirei este exercício analítico através da introdução de mais alguns elementos de diagnóstico, especialmente vocacionados para a consideração de aspetos menos evidentes ou mais fora da caixa. Sublinhando que encerrei este trabalho no primeiro dia da campanha eleitoral, chamo assim a atenção para a sua imunidade em relação aos circunstancialismos que vão sendo observados em termos factuais, opinativos ou de estudos de opinião.



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