Na semana em que se completou um ano de Trump a infernizar as nossas vidas, os dias voltaram a ser pródigos em estonteantes incidências protagonizadas por aquele figurão. Um político que Miguel Sousa Tavares ontem descreve no “Expresso” como “um salteador de estrada e pirata dos mares, um homem mau, ignorante e boçal” a quem caiu nas mãos a “nação-guia do mundo democrático e civilizado” em vias de celebrar 250 anos de independência. Hoje opto por ser parco em palavras e farto em imagens falantes, daquelas que dizem tudo sobre os factos em apreço. No caso, e pecando obrigatoriamente por defeito, tivemos as ameaças provocatórias do “animal” à Dinamarca e à Europa, a sua ida a Davos, o seu inconcebível discurso às hostes ali reunidas, os seus esforços em prol de um grotesco Board of Peace, as paralelas apresentações publicitárias do genro em torno de Gaza e as viciadas “negociações” de paz para a Ucrânia.
Pela positiva – muitas figas! –, a semana registou a aparência de uma inédita transição no chamado “circo atlântico”, com Macron a ser o porta-voz de uma reação tardia mas bem-vinda dos responsáveis europeus. Que seja para continuar porque, como se viu, a covardia de Trump logo veio ao de cima perante a sensação de inesperado que o invadiu e a perceção das suas potenciais consequências nos mercados, no Congresso e na opinião pública americana.
(Nicolas Vadot, http://www.levif.be)










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