terça-feira, 20 de janeiro de 2026

DEZ DERROTADOS DE DOMINGO

Sem pretender ser exaustivo neste meu apontar de dedo acusador, identifico acima dez derrotados de Domingo, uns por narcisismo puro e simples, outros pelo manifesto e despropositado oportunismo calculista que revelaram, outros por parolas fidelidades localistas ou por razões de vingança que ninguém percebe e de que ninguém se apercebe, outros ainda porque a sua inocência política os devia ter aconselhado a não se meterem nisto ou porque já basta de bênçãos senatoriais e Bugalho, finalmente, porque é tristérrimo o trauliteirismo que exibe na esperança de que alguém lhe aumente ainda mais o pago pelo serviço.

 

E já que estou com a mão na massa, encerro este capítulo com duas notas adicionais de diverso contorno: a primeira para recordar aos mais incautos que há apenas pouco mais de um mês a conversa dominante em relação ao posicionamento de boa parte do Partido Socialista era caricaturável conforme então ilustrado por Luís Afonso (abaixo). Muito também por opção inaceitável de altos responsáveis (como Augusto Santos Silva e Eduardo Ferro Rodrigues) que se quiseram pronunciar explicitamente sobre a matéria para denegrir ou desvalorizar Seguro e as suas potenciais condições de vitória – ou seja, o silêncio, como foi o caso de vários, foi aceitável por estritos motivos de liberdade individual e de consciência, a fala pública era evitável e foi profundamente lastimável (que me perdoem os meus amigos em causa!), até porque tiveram de “engolir o sapo” e acabaram por assistir numa bancada de ressentidos e ressabiados a uma vitória inequívoca do candidato que não cumpria os mínimos e que parece ir quebrar o já longo jejum de socialistas em Belém que tantos anunciaram estar para durar.

(Luís Afonso, “Bartoon”, https://www.publico.pt)

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