Foquemo-nos em coisas verdadeiramente graves e sérias. As que passam no dia de hoje por Davos, onde já aterrou o autoproclamado “senhor do mundo” para um imprevisível statement perante pares que desconsidera e uma eventual cedência a participar em rondas negociais com alguns deles em torno da questão da Gronelândia. Nunca a realidade internacional deste nosso tempo esteve tão ameaçadora e também nunca a mesma voltou a ser determinada por um louco narcisista como foi Hitler (descontados os qualificativos mais ou menos fascizantes e o rigor dos conteúdos concetuais envolvidos). No dia de ontem, alertado por um amigo sempre atento como é o Carlos S. Costa, acedi quase na hora à memorável alocução que o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, desenvolveu no mesmo World Economic Forum, notável pela sua solidez, clareza, decência e coragem – o enviado do “El País”, Andrea Rizzi, escreveu brilhantemente sobre ela que “Carney encabeça em Davos a oposição moral e geopolítica ao trumpismo”; e é mesmo disso que se trata, sobretudo na medida em que não sobra mais margem de manobra para crer em regressos ao passado que Trump enterrou nem para alimentar ilusões quanto ao que se pode esperar dos EUA no novo (des)concerto internacional. Com a União Europeia a dar finalmente alguns sinais, tímidos mas promissores, de reação às constantes provocações que lhe têm sido dirigidas – ou, talvez melhor, com vários países europeus que têm condições para impulsionar uma dura contagem de “espingardas” que necessariamente se terá de fazer, resta saber se explícita ou implicitamente –, parece estar cada vez perto de acontecer a hora da clarificação definitiva que se impõe, uma hora da verdade que mostre a Trump os limites que terá forçosamente de acatar. Que assim seja, a bem de alguma esperança num futuro digno e capaz!
quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
CARNEY PONTUA EM DAVOS, QUE MAIS DE LÁ VIRÁ?
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